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Biotecnologia estrangeira apresenta avanços promissores em vacinas e terapias contra IMNV

Palestrante de Singapura apresentou, na FENACAM, um panorama inovador sobre o uso de biotecnologia avançada no combate à Mionecrose Infecciosa

IMNV,CAMARÃO,FENACAM

Camila Santos, de Natal (RN)

A pesquisadora Rishita Changede, da empresa Teora, sediada em Singapura, apresentou na FENACAM 2025 um panorama inovador sobre o uso de biotecnologia avançada no combate à Mionecrose Infecciosa (IMNV), uma das doenças virais mais desafiadoras da carcinicultura mundial. Sua palestra “Saúde do Camarão Marinho – Avanços na Pesquisa de Vacinas para a Prevenção do IMNV” destacou tecnologias que aproximam, pela primeira vez, a aquicultura do que há de mais sofisticado na medicina humana.

Segundo Rishita, a Teora é uma empresa de base biotecnológica que tem como missão transferir conhecimentos de ponta da indústria farmacêutica humana para a produção aquícola. “Estamos trazendo avanços premiados com o Nobel de 2024, incluindo inteligência artificial, machine learning e modelagem de dobramento proteico apoiada por poder computacional, para tentar resolver as doenças da aquicultura”, explica.

A executiva detalhou que a empresa atua em duas frentes principais para enfrentar o IMNV. A primeira envolve o uso de nanopeptídeos, tecnologia incorporada à linha denominada ShrimGuard. Essa abordagem permite oferecer ao broodstock — reprodutores — soluções análogas a vacinas, conferindo maior resistência e, consequentemente, gerando pós-larvas mais saudáveis.

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A pesquisadora Rishita Changede, da empresa Teora, sediada em Singapura (Foto: FeedFood)

A segunda frente é um tratamento antiviral aplicado em campo, chamado Trident, voltado especialmente para viveiros em situação de alto risco. “Esse produto reduz a mortalidade causada pelo IMNV, permitindo ao produtor estender o ciclo de cultivo, prolongar o crescimento e alcançar maior biomassa e melhor colheita ao final do processo”, afirma Rishita.

O objetivo, segundo ela, é contribuir para que o produtor evite colheitas emergenciais, reduza perdas e tenha maior previsibilidade produtiva. “Esperamos diminuir significativamente o impacto causado pelo IMNV”, completou.

Combinando biotecnologia avançada e soluções práticas para o campo, a Teora surge como um novo nome de peso na corrida internacional para controlar uma das doenças mais devastadoras da carcinicultura moderna.

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