A avicultura brasileira vivenciou uma revolução silenciosa desde 2005, impulsionada pela tecnologia e pela crescente atenção à sustentabilidade e ao bem-estar animal. O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Paulo Giovanni de Abreu, destaca que os avanços permitiram um monitoramento em tempo real das condições ambientais nos aviários, migrando de um trabalho reativo para um sistema de controle preditivo.
A Revolução da Ambiência e do Monitoramento. A adoção de aviários climatizados totalmente controlados, com uso de exaustores, resfriadores e aquecedores, permitiu ambientes dentro da zona de conforto térmico das aves, reduzindo o estresse e melhorando significativamente a conversão alimentar e o desempenho zootécnico. A automação se estendeu ao fornecimento de ração e água, ao ajuste de cortinas e luzes, otimizando o manejo e minimizando o contato humano desnecessário.
A Inteligência Artificial (IA) e a análise de Big Data trouxeram previsibilidade, permitindo otimizar ajustes nutricionais, prever demandas e monitorar a saúde do lote com maior precisão. O monitoramento em tempo real revolucionou a avicultura ao permitir que os produtores gerenciem os aviários com maior precisão, antecipando problemas e transformando dados brutos em conhecimento, o que resulta em redução de perdas e melhoria dos índices zootécnicos. A capacidade de detectar variações sutis em parâmetros como temperatura, umidade, gases e ventilação, e correlacioná-las com o desempenho zootécnico, é o cerne dessa nova gestão.
Leia o conteúdo completo na edição 223 da revista Feed&Food.

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