A avicultura brasileira passou, nas últimas duas décadas, por uma verdadeira revolução nutricional, consolidando-se como referência mundial em eficiência. O setor foi capaz de unir ciência, inovação e prática de campo para atender tanto à crescente demanda global por proteína quanto às exigências de sustentabilidade.

Para Éverton Krabbe, pesquisador e chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, três grandes pilares marcaram esse período: a evolução das análises rápidas de ingredientes, como o uso de espectroscopia no infravermelho próximo (NIR), a definição precisa das exigências nutricionais e a adoção da lógica da nutrição de precisão. Essa combinação transformou o modo de formular dietas, elevando a eficiência produtiva e reduzindo impactos ambientais.
O NIR, por exemplo, permitiu que fábricas de ração ajustassem em tempo real a qualidade dos insumos, garantindo dietas mais homogêneas e previsíveis. Já os estudos de exigências nutricionais resultaram em recomendações mais adequadas para diferentes fases produtivas, reduzindo desperdícios. “Foi a soma de tecnologia e ciência aplicada que mudou a avicultura”, discorre Krabbe.
Confira a evolução da Nutrição em aves no especial 20 anos da revista Feed&Food
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