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Anec eleva projeção de embarques de soja em maio para 16,13 mi de t

O volume representará crescimento de 13,7% frente às 14,18 milhões de toneladas exportadas em maio de 2025.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a projeção para as exportações brasileiras de soja em maio, reforçando o ritmo acelerado dos embarques da safra 2025/26. A estimativa passou de 15,99 milhões para 16,13 milhões de toneladas, avanço de 0,9% em relação à previsão divulgada na semana passada.

Se confirmado, o volume representará crescimento de 13,7% frente às 14,18 milhões de toneladas exportadas em maio de 2025. A entidade ressalta, contudo, que os números ainda podem variar ao longo do mês, dentro de uma faixa estimada entre 15 milhões e 17,26 milhões de toneladas.

Também houve revisão positiva para as exportações de milho. A Anec elevou a previsão de embarques em maio para 419,7 mil toneladas, ante 308,6 mil toneladas projetadas anteriormente, alta de 36%. Na comparação anual, o avanço chega a 513,5% sobre as 68,4 mil toneladas embarcadas em maio do ano passado.

Já para o farelo de soja, a entidade revisou a projeção para baixo. A estimativa caiu de 2,88 milhões para 2,78 milhões de toneladas, redução de 3,2% na comparação semanal. Ainda assim, o volume previsto supera em 31,2% as 2,12 milhões de toneladas exportadas em maio de 2025.

A Anec também aumentou a expectativa para os embarques de DDGS, subproduto do milho utilizado na nutrição animal, de 65,2 mil para 110,2 mil toneladas. Para o trigo, não há previsão de exportações no mês.

O line-up dos portos brasileiros indica forte movimentação de soja na semana entre 17 e 23 de maio. A programação prevê embarques de 4,31 milhões de toneladas do grão, com destaque para o porto de Santos, responsável por 1,45 milhão de toneladas. Na sequência aparecem Barcarena, com 592,5 mil toneladas, Paranaguá, com 467,3 mil toneladas, São Luís/Itaqui, com 415,2 mil toneladas, e Rio Grande, com 377,6 mil toneladas.

A entidade ressalta, contudo, que os números ainda podem variar ao longo do mês, dentro de uma faixa estimada entre 15 milhões e 17,26 milhões de toneladas.

Para o farelo de soja, estão programadas 751,6 mil toneladas no período, concentradas principalmente em Santos, Paranaguá, Rio Grande e Aratu/Cotegipe.

No caso do milho, os embarques previstos somam 68,3 mil toneladas, distribuídas entre os portos de Santarém e Paranaguá.

Na semana anterior, entre 10 e 16 de maio, o Brasil embarcou 3,69 milhões de toneladas de soja, além de 397,2 mil toneladas de farelo e 44,2 mil toneladas de milho. Santos liderou novamente a movimentação da oleaginosa, seguido por Barcarena, São Luís/Itaqui e Rio Grande.

Os dados da Anec mostram que o ritmo de exportações segue aquecido desde abril. No mês passado, o Brasil embarcou 16,25 milhões de toneladas de soja, crescimento de 20,4% sobre abril de 2025. As exportações de milho totalizaram 265,6 mil toneladas, bem acima das 48,3 mil toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O farelo de soja somou 2,46 milhões de toneladas em abril, alta de 14,3% na comparação anual, enquanto os embarques de DDGS alcançaram 146,1 mil toneladas, praticamente o dobro do volume registrado um ano antes.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o Brasil exportou 43,1 milhões de toneladas de soja, acima das 40,08 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. O farelo de soja totalizou 7,79 milhões de toneladas, enquanto o milho alcançou 5,48 milhões de toneladas. Já as exportações de trigo recuaram para 970,1 mil toneladas.

A China manteve ampla liderança como principal destino da soja brasileira, absorvendo 70% dos embarques entre janeiro e abril. Espanha e Turquia responderam por 4% cada, seguidas pela Tailândia, com 3%.

No milho, o Egito liderou as compras externas do produto brasileiro, com participação de 27%, seguido por Vietnã e Irã. Já no farelo de soja, os principais mercados foram Indonésia, Tailândia e Irã.

A Anec destacou que os volumes projetados ainda podem sofrer alterações em função de condições climáticas, logística portuária e ajustes operacionais ao longo do mês.

Fonte: AE, adaptado pela equipe da Feed & Food.

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