O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 13,83 bilhões entre janeiro e agosto de 2026. No período, as exportações alcançaram US$ 17,79 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 3,96 bilhões.
O setor respondeu por 36,6% de todas as exportações do estado de São Paulo nos oito primeiros meses do ano. Nas importações estaduais, a participação do agronegócio foi de 6,4%.
Carnes e soja ampliam receitas
O complexo sucroalcooleiro permaneceu como principal grupo da pauta exportadora, com US$ 4,29 bilhões e participação de 24,2%. Apesar da liderança, o valor exportado caiu 23,2% frente ao mesmo período de 2025.
O setor de carnes ocupou a segunda posição, com US$ 3,02 bilhões, equivalente a 17% das vendas externas do agro paulista. A carne bovina respondeu por 83,4% desse montante. Na comparação anual, as exportações do grupo cresceram 12,3%.

O complexo soja movimentou US$ 2,39 bilhões e representou 13,5% das exportações, com avanço de 21,6% sobre igual período do ano passado. A soja em grãos concentrou 81,5% do valor do grupo e o farelo, 12,9%.
Produtos florestais somaram US$ 2,19 bilhões, enquanto os sucos chegaram a US$ 1,22 bilhão. Juntos com açúcar e etanol, carnes e soja, esses cinco grupos responderam por 73,7% das vendas externas do agronegócio paulista.
China permanece como principal destino
A China concentrou 26,1% das exportações paulistas do setor, principalmente com compras de soja, carnes, produtos florestais e itens sucroalcooleiros. União Europeia e Estados Unidos responderam por 14% e 10,1%, respectivamente.
No cenário nacional, São Paulo ocupou a segunda posição entre os estados exportadores do agro, com 15% do valor movimentado entre janeiro e agosto. Mato Grosso liderou, com 19,7%, seguido por Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.



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