Há pouco mais de duas semanas, o Brasil registrava o primeiro foco de Influenza Aviária H5N1 em uma granja comercial. O episódio, embora isolado, mobilizou uma das respostas mais rápidas e articuladas já vistas na cadeia de proteína animal brasileira. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa o setor avícola e suinícola nacional, liderou ao lado das autoridades públicas um plano de enfrentamento construído ao longo de mais de uma década.
A ocorrência do caso foi identificada em uma granja de matrizes localizada no município de Montenegro (RS). Desde os primeiros sinais, a atuação coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, a ABPA, a ASGAV e as empresas do setor possibilitou uma resposta imediata, pautada por medidas sanitárias rigorosas e transparência na comunicação.
“A surpresa não foi inesperada. Há mais de dez anos nos preparamos para este tipo de crise”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA. Ainda sob a denominação UBABEF, a entidade criou o Grupo Especial de Prevenção à Influenza Aviária (GEPIA), que elaborou planos de contingência, ensaios técnicos, simulados e campanhas de orientação, formando a base do atual plano de ação que foi colocado em prática sem hesitação.
Além da resposta técnica, a articulação institucional foi essencial. O Ministro Carlos Fávaro, juntamente com os secretários Luis Rua (Comércio e Relações Internacionais) e Carlos Goulart (Defesa Agropecuária), liderou com firmeza e agilidade a frente pública, em parceria com o secretário estadual Edivilson Brum e o secretário-adjunto Márcio Madalena. A ABPA e a ASGAV, junto ao setor produtivo, atuaram para garantir fluxo de informações e suporte logístico às medidas sanitárias.
LEIA TAMBÉM NA REVISTA FEEDFOOD
Encorte aponta expansão tecnológica e estrutural da pecuária do nordeste





