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Encorte aponta expansão tecnológica e estrutural da pecuária do nordeste

Expedição Encorte percorre 32 mil km em seu primeiro ano e começa a desenhar o perfil da pecuária no Nordeste

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Berço da história do País, de algumas das principais cadeias produtivas e porta de entrada da bovinocultura (historiadores defendem que os primeiros bovinos chegaram pela Bahia, no século XVI), o Nordeste está introduzindo tecnologia e novas ferramentas de manejo na cadeia produtiva da carne. Dessa forma busca a intensificação para afastar o fantasma do seu histórico risco climático e se qualificar como ampla fronteira da pecuária brasileira. Diante de um crescimento de 30% em seu rebanho bovino nos últimos cinco anos (atingindo 28,48 milhões de animais – IBGE/2024), se tornou urgente medir para compreender que pecuária é essa e projetar avanços. 

Inspirada em caravanas técnicas que fazem, em maior ou menor grau, esta radiografia (e levam conhecimento) há algum tempo no centro-sul (Rally da Pecuária, Caravana ILPF, Confina Brasil, Acrimat em Ação, etc.), a Expedição Encorte iniciou este ano o mapeamento da bovinocultura de corte do Nordeste. A primeira etapa, com visitas técnicas a 122 fazendas entre 28 de abril e 13 de maio, ficou restrita a Sergipe, Alagoas e sul de Pernambuco. Para 2026 a organização prevê que se amplie a outros estados da região.

A área mapeada em 2025 está, em grande parte, dentro da SEALBA – organização territorial com termo cunhado a partir das siglas dos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia e é considerada homogênea no aspecto de clima, relevo, atividades produtivas, solo, integração econômica e populacional. De acordo com a organização, a Zona da Mata Sul de Pernambuco entrou no estudo por sua semelhança (geográfica e pecuária) com Alagoas.

Alguns números divulgados carregam, pelo menos em uma primeira leitura, uma carga bem positiva. É o caso da adoção de calendário sanitário (92,4% das fazendas) e da utilização regular da suplementação mineral (79,8% das propriedades visitadas). Outros dados indicam margem para evolução, como a IATF – reprodução por inseminação artificial em tempo fixo (técnica utilizada em 62,3% dos rebanhos amostrados) e a qualificação da equipe (apenas 16% das fazendas informaram ter plano de capacitação). O nível de confiança nos resultados, segundo a organização, é de 90%.

Clique aqui e leia a reportagem “Nordeste: que pecuária de corte é essa?”, na íntegra e sem custo, acessando a página 14 da edição de Junho (nº 218) da Revista Feed&Food

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