O aumento no abate de fêmeas em 2025 tem influenciado diretamente o mercado de reposição na pecuária de corte brasileira. Dados divulgados pelo IBGE indicam volumes recordes de abate, movimento que ajuda a explicar a valorização dos animais jovens em 2026.
Ao longo de 2025, foram abatidas 13,5 milhões de vacas adultas e 6,5 milhões de novilhas no Brasil. Os números representam crescimento de 15,8% e 23,5%, respectivamente, em relação a 2024, consolidando o maior volume já registrado para essas categorias.
Na comparação anual, o aumento total foi de 3 milhões de cabeças abatidas de fêmeas, sendo 1,8 milhão de vacas adultas e 1,2 milhão de novilhas. O cenário indica maior descarte no rebanho, com impacto direto na oferta futura de animais para reposição.
Segundo pesquisadores do Cepea, essa redução potencial na disponibilidade de fêmeas contribui para o movimento de valorização dos animais jovens, especialmente bezerros.

Em Mato Grosso do Sul, o Indicador CEPEA/ESALQ aponta que o bezerro nelore, com idade entre oito e doze meses, foi negociado a uma média de R$ 3.254,37 na parcial de março de 2026, até o dia 17.
O valor representa alta de 3% em relação a fevereiro e avanço de 24,3% na comparação com março de 2025, considerando valores deflacionados pelo IGP-DI.
Além disso, trata-se da maior média mensal registrada desde junho de 2021, reforçando a tendência de valorização no mercado de reposição.
O aumento no abate de fêmeas, aliado à menor oferta de animais jovens no futuro, tende a manter os preços sustentados no curto e médio prazo.
Nesse contexto, o mercado acompanha com atenção os desdobramentos do ciclo pecuário, especialmente a recomposição de rebanho e o comportamento da oferta nos próximos meses.
Fonte: Cepea e IBGE, adaptado pela equipe Feed&Food
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