O valor médio diário das exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada cresceu 43,9% na primeira semana de julho de 2026, em comparação com a média diária registrada em julho de 2025. O avanço acrescentou US$ 29,31 milhões por dia às vendas externas do produto.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O levantamento tem caráter preliminar e será substituído após a divulgação dos resultados mensais consolidados.
Proteína animal avança
No mesmo período, o valor médio diário das exportações de animais vivos, sem considerar pescados e crustáceos, aumentou 33%, com acréscimo de US$ 1,28 milhão. No conjunto, a agropecuária apresentou crescimento de 1,5% na média diária das vendas externas.

A indústria de transformação, grupo no qual a carne bovina está contabilizada no relatório, avançou 39,4%, com aumento de US$ 298,26 milhões na média diária exportada.
Balança mantém saldo positivo
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,273 bilhões na primeira semana de julho. As exportações somaram US$ 5,891 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 3,618 bilhões. A corrente de comércio chegou a US$ 9,509 bilhões.
Na comparação com a média diária de julho de 2025, as exportações totais avançaram 40,6%, para US$ 1,964 bilhão por dia. As importações cresceram 10,4%, alcançando US$ 1,206 bilhão. Com isso, a corrente de comércio aumentou 27,3%, e o saldo médio diário ficou em US$ 757,65 milhões.
No acumulado do ano até a primeira semana de julho, o Brasil exportou US$ 190,664 bilhões e importou US$ 146,033 bilhões. O saldo comercial permaneceu positivo em US$ 44,63 bilhões, enquanto a corrente de comércio totalizou US$ 336,697 bilhões.




