Feed & Food
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União da cadeia de proteína animal fortalece o agro que alimenta o Brasil

Celebrado em 23 de maio, o Dia da União da Cadeia de Proteína Animal reforça a importância da integração entre produção, indústria, pesquisa, insumos, comunicação e mercado

A proteína animal brasileira não se constrói em uma única porteira, em uma única fábrica ou em uma única mesa de decisão. Ela nasce da soma de muitos elos: o produtor que acorda cedo, a agroindústria que processa, o técnico que orienta, a pesquisa que inova, o transportador que conecta, o mercado que exige, a entidade que representa e a comunicação que dá voz a tudo isso. É dessa engrenagem viva, complexa e essencial que nasce o Dia da União da Cadeia de Proteína Animal, celebrado em 23 de maio.

A data carrega um significado especial para a Feed&Food. Ela faz referência a Osvaldo Penha Ciasulli, fundador da revista, e à sua visão de integrar a cadeia “do campo à mesa”, aproximando os diferentes setores que sustentam aves, suínos, bovinos, pescados, ovos, leite e todos os segmentos conectados à produção de alimentos de origem animal. Desde 2017, essa união passou a ser celebrada de forma simbólica pelo setor, reforçando a importância da cooperação entre os elos produtivos.

Um setor feito de elos

Falar em proteína animal é falar de interdependência. Nenhuma cadeia avança sozinha. A avicultura depende da genética, da nutrição, da biosseguridade, da ambiência e do mercado consumidor. A suinocultura precisa de sanidade, eficiência, integração produtiva e previsibilidade. A bovinocultura exige manejo, pastagem, confinamento, rastreabilidade, indústria e comércio exterior. A aquicultura cresce apoiada em tecnologia, qualidade de água, alimentação e organização produtiva.

Por trás de cada quilo de carne, litro de leite, dúzia de ovos ou filé de peixe, existe uma rede que envolve grãos, fábricas de ração, laboratórios, vacinas, cooperativas, frigoríficos, universidades, centros de pesquisa, entidades setoriais, varejo, food service, exportadores e consumidores. Quando um elo falha, a cadeia sente. Quando um elo avança, todos ganham fôlego.

Do campo à mesa, com responsabilidade

A união da cadeia de proteína animal não é apenas uma ideia bonita para discurso de evento. Ela é uma necessidade prática. Em um mundo pressionado por segurança alimentar, custos de produção, exigências sanitárias, sustentabilidade, bem-estar animal, rastreabilidade e comércio internacional, a integração deixou de ser diferencial e virou condição de competitividade.

O Brasil já ocupa uma posição relevante no fornecimento global de alimentos. Mas manter esse protagonismo exige coordenação. O produtor precisa de informação para decidir melhor. A indústria precisa de regularidade, qualidade e confiança. O mercado externo exige respostas rápidas e padrões cada vez mais rigorosos. A sociedade cobra transparência. E a comunicação especializada tem papel decisivo para organizar esse debate, separar ruído de informação e mostrar que o agro é feito por pessoas, ciência e trabalho.

Cadeia de proteína animal reúne diferentes segmentos produtivos em torno da integração entre campo, indústria e mercado Crédito: Reprodução

Comunicação também alimenta a cadeia

A Feed&Food nasceu justamente com essa missão de conexão. Ao longo de sua trajetória, a marca ajudou a consolidar um espaço de diálogo entre diferentes segmentos da proteína animal, acompanhando transformações técnicas, econômicas e institucionais do setor. A própria trajetória de Osvaldo Ciasulli mostra como a comunicação pode aproximar áreas que, muitas vezes, caminham em ritmos diferentes, mas dependem umas das outras para avançar.

Em tempos de excesso de informação, esse papel se torna ainda mais importante. Informar a cadeia é fortalecer a cadeia. Uma boa reportagem pode aproximar produtores de tecnologias, empresas de demandas reais, entidades de debates urgentes e profissionais de novas oportunidades. Informação bem feita também é insumo produtivo e, convenhamos, um insumo que não pode faltar no cocho do setor.

Proteína animal é estratégia nacional

A união entre aves, suínos, bovinos, pescados, ovos e leite também reforça uma visão mais ampla: a proteína animal é estratégica para o Brasil. Ela movimenta empregos, renda, exportações, tecnologia, cooperativismo, pequenas propriedades, grandes agroindústrias e cadeias regionais que ajudam a sustentar a economia de diferentes estados.

Esse protagonismo, porém, não elimina os desafios. O setor enfrenta pressão de custos, volatilidade dos grãos, riscos sanitários, barreiras comerciais, mudanças regulatórias e novas demandas de consumo. São temas que não podem ser resolvidos de forma isolada. A força da cadeia está justamente na capacidade de construir respostas coletivas, com diálogo entre quem produz, quem transforma, quem pesquisa, quem regula, quem compra e quem comunica.

União para atravessar desafios

A recente discussão sobre resistência antimicrobiana, bem-estar animal, Influenza Aviária, biosseguridade, rastreabilidade e sustentabilidade mostra que o futuro da proteína animal será cada vez mais integrado. Não basta produzir mais. Será preciso produzir melhor, provar como se produz, comunicar com clareza e agir com responsabilidade em todas as etapas.

Nesse cenário, a união da cadeia não significa ausência de divergências. Pelo contrário. Cadeias fortes também discutem, ajustam rotas e enfrentam problemas. O ponto central é que esses debates precisam acontecer com maturidade, técnica e compromisso coletivo. Afinal, quando o assunto é alimento, ninguém ganha sozinho.

Um legado que segue alimentando o futuro

O Dia da União da Cadeia de Proteína Animal é uma oportunidade para reconhecer esse trabalho conjunto. É dia de valorizar o produtor, o técnico, o pesquisador, o médico-veterinário, o zootecnista, o nutricionista animal, o colaborador da indústria, o comunicador, o dirigente de entidade, o cooperado, o transportador e todos que fazem a proteína animal brasileira chegar mais longe.

Celebrar 23 de maio é lembrar que a cadeia não é feita apenas de números, toneladas, índices e mercados. Ela é feita de conexões. E talvez essa seja a grande mensagem deixada por quem sempre enxergou a proteína animal como um setor que precisava conversar mais, se reconhecer mais e caminhar junto.

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