A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sobre a abertura do mercado da Tanzânia para produtos de aves e suínos do Brasil. O comunicado foi feito pelo Secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, durante evento em Brasília (DF).
A decisão das autoridades tanzanianas permite a exportação de carne e produtos de aves e suínos, ovos férteis e pintos de um dia, além de outros produtos agropecuários brasileiros. O acordo marca um novo capítulo na ampliação da presença nacional no continente africano.
Com quase 70 milhões de habitantes, a Tanzânia é o quarto país mais populoso da África Subsaariana e deverá alcançar 140 milhões até 2050, segundo as Nações Unidas. O país tem uma economia em crescimento, impulsionada principalmente pelo turismo e pela hospitalidade — setores que respondem por mais de 17% do PIB nacional e empregam cerca de 11% da força de trabalho.
“Essa expansão populacional, associada ao crescimento do turismo e da urbanização, reforça o potencial de consumo do país — especialmente em produtos alimentares de alto valor nutricional e com estabilidade de oferta”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Em 2024, a Tanzânia importou 8,8 mil toneladas de carne de frango, sendo aproximadamente 70% provenientes do Brasil, 20% dos Estados Unidos e 4% da Turquia. Até então, essas vendas se concentravam na região autônoma de Zanzibar.
Com a nova abertura, o acesso passa a contemplar todo o território tanzaniano, ampliando o potencial de crescimento das exportações brasileiras.
No caso da carne suína, há espaço para expansão. A Tanzânia importa atualmente cerca de 100 toneladas por ano — principalmente do Quênia, da União Europeia e do Reino Unido. A entrada do Brasil nesse mercado representa uma alternativa competitiva, com forte credibilidade sanitária e logística consolidada.
Segundo Santin, o consumo per capita de proteínas ainda é baixo — cerca de 2 quilos de carne de aves por habitante, conforme estimativas da FAO —, mas o potencial de crescimento é expressivo, impulsionado pelo avanço da renda, da urbanização e da modernização do varejo alimentar.
“A Tanzânia representa uma nova oportunidade para a proteína animal do Brasil. É um mercado de grande potencial, com população em rápido crescimento e alta dependência de importações. A abertura anunciada pelo Ministro Carlos Fávaro e pelo Secretário Luís Rua reforça a confiança internacional na qualidade e na segurança dos nossos produtos”, destaca Santin.
Fonte: ABPA, adaptado pela equipe FeedFood.
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