O preço do suíno vivo registrou valorização de 29,8% de setembro para outubro de 2026 na região de SP-5, formada por Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba (SP). Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), foi a maior alta mensal em termos reais desde agosto de 2012.
De acordo com os pesquisadores, o avanço das cotações foi impulsionado pela combinação de demanda aquecida e menor disponibilidade de animais para abate. Em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea, a valorização do suíno vivo chegou a superar 30% no período.
A procura pela carne suína também permaneceu firme durante a maior parte de outubro. Esse movimento contribuiu para a elevação dos preços de diversos cortes comercializados no mercado interno.

Indicadores mostram recuo no início de novembro
Apesar da valorização acumulada em outubro, os indicadores mais recentes apontam uma mudança no comportamento das cotações. Em 4 de novembro, o suíno vivo posto na indústria em São Paulo foi negociado a R$ 6,68 por quilo, com queda acumulada de 1,91% no mês.
Na mesma data, o indicador em Minas Gerais registrou R$ 6,67/kg, enquanto no Paraná o valor foi de R$ 5,56/kg. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, as cotações ficaram em R$ 5,75/kg e R$ 5,77/kg, respectivamente. Todos os cinco indicadores apresentavam variações mensais negativas.
A carcaça suína especial também apresentou ajuste. Após atingir R$ 10,23/kg em 30 de outubro, quando acumulava valorização mensal de 20,35%, o produto foi cotado a R$ 9,70/kg em 4 de novembro, com recuo de 5,18% no acumulado do novo mês.

Valorização sucede período de preços baixos
A recuperação observada em outubro ocorreu após meses de pressão sobre a suinocultura. Em julho, o preço médio real do animal vivo na região SP-5 havia atingido R$ 5,18/kg, o terceiro menor patamar da série histórica do Cepea até então.
O movimento de outubro sinalizou uma recuperação expressiva das cotações, mas os resultados do início de novembro mostram que a sustentação dos preços ainda depende do equilíbrio entre a oferta de animais para abate e a demanda pela carne suína.



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