Camila Santos, da Redação
Os preços da soja no mercado físico brasileiro se mantiveram firmes ao longo da última semana, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Apesar da estabilidade nas cotações internas, o mercado externo reagiu à sinalização da China de retomar parte das compras de soja dos Estados Unidos, o que resultou em queda dos prêmios de exportação no Brasil — agora novamente em patamares negativos, cenário que não era observado desde julho deste ano.
De acordo com pesquisadores do Cepea, vendedores brasileiros têm preferido negociar lotes para entrega imediata (spot), mas com pagamento mais longo, como forma de garantir os atuais níveis de preço diante das oscilações externas.
Na semana anterior
No boletim anterior (27/10), o Cepea havia relatado baixa liquidez no mercado de soja em grão, uma vez que produtores estavam focados nas atividades de campo e atentos ao déficit hídrico em regiões do Centro-Oeste e do Sudeste.

Naquela semana, o destaque era o aumento da demanda global por farelo de soja, que elevou fortemente as cotações do derivado na Bolsa de Chicago (CME Group) e estimulou a formalização de novos contratos no Brasil.
Já no relatório mais recente (03/11), a atenção se voltou à dinâmica do mercado internacional e à influência chinesa sobre os prêmios de exportação, ainda que o mercado doméstico siga equilibrado e com vendedores seletivos nas ofertas.
Safra 2025/26: expectativa de recorde, com atenção ao clima
Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 de soja pode atingir 177,6 milhões de toneladas, novo recorde histórico. A estimativa, no entanto, já considera menor produtividade no Centro-Oeste, em função dos possíveis efeitos do fenômeno La Niña.
Nos últimos dias, chuvas mais regulares trouxeram alívio e otimismo ao setor, favorecendo o avanço da semeadura em diversas regiões.
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