Por Rafael Silveira
A cultura da soja tem se mostrado particularmente dinâmica em 2025, refletindo uma combinação de fatores que vão desde o desempenho no campo até tensões geopolíticas e intervenções internacionais ligadas à guerra tarifária entre Estados Unidos e China nos primeiros meses do ano. Em meio a esse cenário global turbulento, o Brasil mais uma vez reafirma seu protagonismo no mercado da oleaginosa, registrando a maior safra de soja de sua história.
No campo, o ciclo da soja foi amplamente positivo. A área plantada ultrapassou 47,4 milhões de hectares, com altos níveis de produtividade em boa parte das lavouras. A exceção ficou por conta do Rio Grande do Sul, onde a cultura foi severamente castigada por um clima quente e seco, resultando em perdas significativas. Ainda assim, esse revés regional foi amplamente compensado pelo desempenho de outras regiões — especialmente do Centro-Oeste, com destaque para o Mato Grosso, que teve uma recuperação vigorosa e ultrapassou a marca de 50 milhões de toneladas de soja produzidas apenas no estado.
Outras regiões produtoras também registraram excelentes janelas climáticas e produtividades superiores a 60 sacas por hectare, reflexo de investimentos constantes em tecnologia, genética e manejo. O resultado consolidado da safra brasileira está estimado em cerca de 172 milhões de toneladas, posicionando o país como líder isolado na oferta global da oleaginosa.
Leia o artigo completo na edição 219, mês de julho, da revista Feed&Food

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