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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
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Silagem de qualidade reduz perdas e ajuda a manter produtividade na seca

Conservação adequada das forragens garante maior estabilidade alimentar ao rebanho, enquanto falhas no manejo podem provocar perdas de até 30%.

Produzir silagem de qualidade é uma das principais formas de manter a oferta de alimento para bovinos durante a seca e reduzir oscilações na produção de carne e leite. A técnica conserva forragens por fermentação em ambiente sem oxigênio, mas exige cuidados desde a escolha da cultura até a abertura do silo.

João Pedro Monteiro do Carmo, coordenador de P&D do EsalqLab e membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), explica que a silagem permite colher a forragem no momento adequado e manter estoques para o período de menor disponibilidade de pasto. Na silagem de milho, destaca a combinação de energia do amido e fibra, útil à engorda e à produção leiteira.

Ele aponta que uma lavoura de milho bem conduzida pode render de 35 a 50 toneladas de massa verde por hectare. O aproveitamento desse potencial, porém, depende do ponto de colheita, da compactação e da vedação.

Perdas podem chegar a 30%

Para Guilherme Miltenburg, membro do CBNA e CEO da Botier, os custos devem ser avaliados pelo volume efetivamente aproveitado pelos animais, não apenas pelo valor por tonelada produzida. “No entanto, é importante destacar que a silagem só se torna realmente um alimento de baixo custo quando é produzida com qualidade”, afirma.

Segundo Miltenburg, falhas na colheita, no processamento dos grãos, na compactação e na vedação podem provocar perdas de até 30% da silagem produzida em determinados sistemas.

Inoculantes exigem escolha específica

Lucas Mari, doutor em Ciência Animal e gerente de Suporte Técnico para América do Sul da Lallemand, explica que os inoculantes atuam de maneira distinta conforme as características e os riscos de deterioração da forragem. “Não existe um inoculante que serve para tudo”, ressalta, defendendo a escolha de formulações específicas para cada situação.

O especialista também recomenda atenção ao tamanho das partículas, à compactação e à qualidade do material utilizado na vedação. Camadas de até 20 centímetros, segundo ele, facilitam a compactação e ajudam a reduzir a presença de oxigênio, condição necessária à fermentação adequada.

Além do milho, sorgo e capins tropicais oferecem alternativas para diferentes condições de produção. A escolha da forrageira e o balanceamento da dieta devem considerar as necessidades do rebanho, enquanto a conservação adequada ajuda a evitar deterioração e perdas nutricionais. Com planejamento e manejo correto, a silagem pode contribuir para a estabilidade da alimentação, dos custos e da produtividade pecuária.

Confira a matéria completa na edição 233 da Revista Feed&Food.

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