Os registros genealógicos das raças Hereford e Braford ultrapassaram a marca de 44 mil animais em 2025, consolidando um desempenho positivo no período. De acordo com dados da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), o setor de Registro Genealógico encerrou o ano com 44.653 registros contabilizados, entre nascimentos e registros definitivos inseridos no sistema, o que representa um crescimento de 3% em relação a 2024.
A raça Braford manteve sua representatividade no cenário nacional, com aumento de 2% no número de registros na comparação anual. Para a ABHB, o resultado confirma a ampla presença da raça nos diferentes sistemas produtivos do país, além de sua adaptação às diversas regiões brasileiras e da confiança contínua dos criadores.
Já a raça Hereford apresentou desempenho acima da média em 2025. Os registros de Hereford PC avançaram 14%, enquanto o Hereford PO registrou crescimento de 3%, configurando-se como um dos principais destaques do ano. O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo aumento expressivo dos animais controlados, refletindo maior interesse dos criadores pela raça. Embora o Rio Grande do Sul siga como principal base produtiva, a entidade destaca o crescimento fora do estado, com avanços consistentes em Santa Catarina e no Paraná.

Segundo a superintendente do Registro Genealógico da ABHB, Natacha Lüttjohann, o aumento dos registros é consequência de um conjunto de fatores que atuam de forma integrada. “O aumento dos registros é resultado de um conjunto de fatores importantes. Primeiro, a retomada da organização dos rebanhos após um período climático difícil, especialmente no Rio Grande do Sul, aliada à maior agilidade dos processos do Registro Genealógico e ao fortalecimento dos programas da associação”, afirma.
Ainda de acordo com Natacha, os números refletem uma mudança no comportamento dos criadores e do mercado. “Há uma crescente busca por padronização, rastreabilidade e segurança comercial. Esse movimento reforça a importância das raças Hereford e Braford no cenário nacional, cada vez mais presentes em diferentes estados. Como resultado, observamos maior polarização dos rebanhos, mais liquidez nos remates e o reconhecimento do mercado pela qualidade genética e produtividade das duas raças”, conclui.
Fonte: ABHB, adaptado pela equipe Feed & Food.
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