A região Sul, uma das principais produtoras de leite do Brasil, concentra um volume expressivo da produção nacional, mas também enfrenta desafios sanitários que impactam diretamente a produtividade e a rentabilidade das propriedades. Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão entre os quatro maiores produtores do país e, juntos, somam cerca de 12 bilhões de litros por ano, o equivalente a aproximadamente 35% do total nacional.
Apesar da relevância desses números, doenças como mastite, pneumonia e diarreia seguem entre os principais fatores que limitam o desempenho da atividade. Segundo a Vetoquinol Saúde Animal, infecções bacterianas estão entre as ocorrências mais frequentes e, quando não controladas, comprometem tanto a produção quanto o bem-estar dos animais.
No caso da mastite, a orientação é adotar um manejo preventivo rigoroso, que inclui cuidados com a higiene durante a ordenha, manutenção adequada dos equipamentos para evitar lesões e protocolos de secagem ajustados à realidade de cada propriedade. A empresa destaca ainda a importância de manter ambientes limpos e secos para reduzir a proliferação de bactérias.
A pneumonia também é apontada como um problema relevante na pecuária leiteira. A prevenção envolve ações desde o nascimento das bezerras, como colostragem de qualidade, além de medidas de manejo voltadas à boa ventilação, controle de lotação e cumprimento de protocolos de vacinação, com foco em garantir melhores condições de bem-estar animal.

Já no caso da diarreia, as recomendações incluem oferta de água limpa e de qualidade, manutenção de ambientes higienizados, limpeza adequada dos equipamentos e isolamento rápido de animais doentes, além da definição de protocolos sanitários bem estruturados.
Diante dos impactos dessas enfermidades sobre a rentabilidade e a eficiência produtiva, a Vetoquinol Saúde Animal desenvolveu o Projeto Leite Ouro, voltado à melhoria do manejo sanitário e ao aumento da produtividade nas propriedades. A iniciativa também destaca o uso de medicamentos de baixa ou zero carência, que ajudam a reduzir o descarte de leite durante os tratamentos.
Segundo a empresa, soluções com esse perfil permitem manter os animais em produção enquanto as doenças são tratadas, contribuindo para minimizar perdas e melhorar os resultados das fazendas leiteiras. A proposta é associar boas práticas de manejo ao uso de tecnologias adequadas para enfrentar os principais desafios sanitários da atividade.
A avaliação da Vetoquinol é que, com organização, prevenção e uso de soluções eficazes, os produtores da região Sul podem ampliar a produtividade, preservar o bem-estar dos animais e fortalecer o fornecimento de um alimento essencial para o mercado brasileiro.
Fonte: Vetoquinol, adaptado pela equipe Feed&Food
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