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Reforma antecipada e preparo do solo garantem até quatro arrobas extras por hectare

Planejamento antecipado e uso de sementes de qualidade garantem maior produtividade e retorno econômico na pecuária

Planejamento antecipado do solo e uso de sementes de qualidade garantem maior produtividade e retorno econômico na pecuária

A reforma de pastagens é um dos pontos mais críticos para a sustentabilidade da pecuária de corte e leite no Brasil. Segundo especialistas, adiar o início desse processo pode comprometer o desempenho animal e reduzir de forma significativa a rentabilidade do sistema. Com preparo adequado do solo, correção nutricional e uso de sementes de alta qualidade, o pecuarista pode obter ganhos de até quatro arrobas por hectare em uma única safra, o que reforça a importância do planejamento e da execução no período correto.

Um solo bem estruturado, fértil e livre de plantas invasoras é a base para o rápido estabelecimento das forrageiras, resultando em alimento de qualidade para o rebanho e maior produtividade por área. Práticas conservacionistas, como correção de acidez, adubação equilibrada e controle de erosão, ampliam a longevidade da pastagem e reduzem custos de manutenção, além de contribuírem para a sustentabilidade da atividade.

Importância do planejamento antecipado

O processo de reforma deve começar ainda no período seco, com diagnóstico detalhado da área e coleta de amostras de solo para análise. A partir disso, o produtor pode definir as correções necessárias — como aplicação de calcário, fósforo, potássio, enxofre, cálcio e magnésio — e planejar a aquisição dos insumos. Também é nesse momento que se definem as práticas de preparo do solo, como gradagens e, em áreas específicas, a construção de terraços para o controle de enxurradas.

Especialistas alertam que cada semana perdida no planejamento pode comprometer o resultado. A recomendação é iniciar o plantio no começo do período chuvoso, quando houver pelo menos 100 milímetros de chuva acumulados, geralmente a partir de novembro. Antecipar a reforma permite que os animais retornem mais cedo à área e reduz o risco de queda de produtividade associada a solos degradados e infestados por invasoras.

Solo
Boiada pastando (Foto: Divulgação)

Retorno econômico direto

Quando o manejo é bem executado, o pasto pode estar disponível para pastejo em 45 a 60 dias após a semeadura. Assim, áreas semeadas em novembro podem receber animais já em janeiro, garantindo dois meses de pastejo antes do fim do período chuvoso. Esse intervalo é suficiente para gerar retorno econômico expressivo.

Um cálculo técnico demonstra esse impacto: em um lote de quatro animais por hectare, com ganho médio diário de 500 gramas por animal, em 60 dias é possível acumular cerca de 120 quilos de peso vivo — o equivalente a quatro arrobas. Considerando o preço atual da arroba próximo de R$ 300, o produtor tem um ganho potencial superior a R$ 1.200 por hectare.

Por outro lado, atrasar o plantio para janeiro significa ter pasto pronto apenas em março, reduzindo o tempo de aproveitamento e limitando os ganhos.

Papel da qualidade das sementes

Além do preparo do solo e do momento de plantio, a qualidade das sementes utilizadas é decisiva para o sucesso da reforma. Sementes de alta pureza e elevado valor cultural garantem maior vigor, rápida germinação e formação uniforme da pastagem. Lotes que passam por processos de seleção e tratamento industrial oferecem proteção contra fungos, pragas e choques mecânicos, assegurando maior taxa de estabelecimento no campo.

Tecnologias que envolvem revestimentos poliméricos também têm ganhado espaço por permitirem melhor fluidez na semeadura, proteção contra variações de umidade e maior segurança no processo de germinação. Essas inovações são especialmente relevantes em regiões sujeitas a veranicos, comuns em diferentes áreas de produção pecuária.

Eficiência e sustentabilidade

A reforma de pastagens, quando realizada de forma planejada, permite ao pecuarista não apenas ganhos imediatos em produtividade, mas também benefícios de longo prazo, como maior longevidade do pasto, redução de custos com insumos e melhor conservação do solo. O investimento em sementes de qualidade, associado ao manejo correto, transforma-se em retorno econômico direto e maior eficiência na produção de carne e leite.

O recado técnico é claro: adiar a reforma pode custar caro, enquanto antecipá-la garante maior aproveitamento da janela de chuvas e retorno mais rápido sobre o investimento.

Fonte: SBS Green Seeds, adaptado pela equipe FeedFood.

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