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MilhoR$ 68,58=
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Rabobank: Setor leiteiro enfrenta pressão de preços com oferta elevada e consumo moderado

Mesmo com margens atrativas, aumento na produção e renda estagnada devem levar a recuo no preço ao produtor

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

O mercado de leite no Brasil caminha para um terceiro trimestre de 2025 com tendência de queda nos preços ao produtor. A avaliação é do Rabobank, que aponta para um cenário de oferta crescente e consumo interno ainda abaixo do ideal para sustentar as cotações.

A captação industrial aumentou 4,5% no primeiro trimestre, impulsionada por boas margens na atividade. Em maio, o indicador de receita menos custo de alimentação por vaca atingiu R$ 37 — valor superior aos R$ 34 observados no mesmo mês do ano passado. Esse desempenho é resultado da combinação de preços ainda elevados pagos ao produtor e custos de alimentação mais baixos, favorecidos pela ampla disponibilidade de grãos.

No entanto, a demanda interna avança lentamente. Mesmo com taxa de desemprego baixa, o crescimento da renda real desacelerou em 2025, limitando a capacidade de consumo de produtos lácteos no varejo. Como consequência, espera-se uma leve retração nos preços pagos aos produtores no terceiro trimestre.

Rabobank aponta para um cenário de oferta crescente e consumo interno ainda abaixo do ideal para sustentar as cotações

No cenário internacional, a produção de leite está em expansão nos principais polos exportadores — Europa, Estados Unidos e América do Sul — com previsão de crescimento de 1,4% em volume no trimestre, o maior avanço desde 2021. Ao mesmo tempo, o consumo global segue contido por conta da alta dos juros e das incertezas econômicas e geopolíticas, o que pressiona as cotações das commodities lácteas.

A valorização do real também tem favorecido as importações de lácteos. Nos primeiros cinco meses do ano, as compras externas cresceram 1% em volume e 9% em valor. Com os preços internacionais em queda, esse movimento deve continuar, dificultando a competitividade das exportações brasileiras e ampliando a pressão sobre os preços domésticos.

O produtor, portanto, deve se preparar para um período de margens mais apertadas, exigindo atenção redobrada na gestão de custos e maior eficiência no uso de insumos e na produtividade do rebanho.

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