Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
Os preços do milho e da soja recuaram em abril de 2025, trazendo um respiro temporário para a produção animal no Brasil, especialmente para setores como a avicultura e a suinocultura. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o indicador do milho caiu 9% no mês, reflexo direto da demanda fraca e da retração nas negociações.
Já a soja também teve suas cotações pressionadas para baixo, devido ao maior interesse de venda por parte dos produtores. A colheita favorecida pelas boas condições climáticas no Brasil e na Argentina aumentou a oferta no mercado, contribuindo para o recuo dos preços.

Esse cenário de queda nas principais commodities que compõem a base da alimentação animal traz alívio aos produtores, que vinham enfrentando margens apertadas por conta do alto custo dos insumos nos últimos anos. Com os grãos mais baratos, o custo de produção tende a diminuir, elevando a competitividade das cadeias de proteína animal.
Contudo, a tendência ainda é cercada de incertezas. Especialistas destacam que a volatilidade do mercado global de grãos, as políticas comerciais e os eventos climáticos extremos podem mudar o cenário rapidamente. Assim, apesar do momento favorável, o setor segue com atenção redobrada para manter o equilíbrio financeiro e produtivo.
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