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Proteínas animais e soja levam agro a recorde de exportação em abril

Setor exportou US$ 16,65 bilhões no mês, com destaque para carne bovina in natura, que também registrou recorde em valor e volume

As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 16,65 bilhões em abril de 2026, maior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O valor representa crescimento de 11,7% em relação a abril de 2025 e garantiu ao setor participação de 48,8% nas exportações totais do Brasil.

No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas do agro somaram US$ 54,6 bilhões, também recorde para o primeiro quadrimestre. Em abril, o volume exportado cresceu 9,5%, enquanto o preço médio avançou 2,1%. As importações do agronegócio somaram US$ 1,62 bilhão, queda de 3,6%, resultando em superávit de US$ 15 bilhões no mês.

Proteína animal cresce no comércio exterior

Entre os segmentos de maior destaque, as proteínas animais somaram US$ 3 bilhões em exportações no mês, crescimento de 18% em relação a abril do ano passado. O desempenho reforça a força das cadeias de carnes na pauta exportadora brasileira, em um cenário internacional marcado por maior demanda por regularidade de fornecimento, segurança sanitária e capacidade de entrega.

A carne bovina in natura teve resultado histórico em abril, com US$ 1,6 bilhão exportado, alta de 29,4% na comparação anual. Em volume, os embarques chegaram a 252 mil toneladas, crescimento de 4,3%. Tanto o valor quanto a quantidade exportada foram recordes para meses de abril.

China lidera compras de carne bovina

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira. O país asiático comprou US$ 877,4 milhões da proteína em abril, o equivalente a 55,8% das vendas brasileiras do produto no período.

No resultado geral do agronegócio, a China também liderou os destinos das exportações brasileiras, com US$ 6,6 bilhões em compras e participação próxima de 40% na pauta do setor. O valor representa crescimento de 21,8% frente ao mesmo mês de 2025.

Exportações do agronegócio brasileiro atingiram recorde para abril, impulsionadas por soja e proteínas animais Crédito: Reprodução

Soja mantém liderança na pauta

A soja em grãos seguiu como principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas alcançaram US$ 6,9 bilhões, alta de 18,8% em relação a abril do ano passado. O volume embarcado foi de 16,7 milhões de toneladas, crescimento de 9,7% e recorde para meses de abril.

O complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, somou US$ 8,1 bilhões em exportações, avanço de 20,4%. O farelo de soja também registrou desempenho recorde, com 2,4 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 12,7%. O resultado é acompanhado de perto pelas cadeias de proteína animal, já que o farelo é um dos principais insumos da nutrição de aves, suínos, bovinos e peixes.

União Europeia e Estados Unidos aparecem entre destinos

A União Europeia ocupou a segunda posição entre os destinos do agronegócio brasileiro em abril, com US$ 2,36 bilhões em compras e participação de 14%. O resultado representa crescimento de 8,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Os Estados Unidos apareceram na sequência, com US$ 1 bilhão exportado e 6% de participação, apesar de recuo de 16,8% na comparação anual. Além dos grandes compradores, produtos menos tradicionais também ganharam espaço na pauta, como rações para animais domésticos, sebo bovino, óleo essencial de laranja, abacate, manga e pimenta piper seca.

Abertura de mercados reforça diversificação

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a ampliação do acesso internacional a produtos brasileiros também contribuiu para o resultado. Desde o início da atual gestão, o país superou a marca de 600 novas oportunidades de mercado para produtos agropecuários.

Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o desempenho de abril reflete a combinação entre produção, negociação e presença internacional. O ministro André de Paula também destacou que o resultado representa renda no campo, atividade na agroindústria e maior presença brasileira no comércio global.

Fonte: Mapa, adaptado pela equipe Feed&Food

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