O bem-estar animal tem se consolidado como um dos pilares da pecuária leiteira moderna no Brasil. Cada vez mais, fazendas produtoras de leite adotam práticas que garantem conforto aos animais e permitem que expressem seus comportamentos naturais, o que se reflete em ganhos de produtividade, redução da incidência de doenças e melhoria da qualidade do leite.
Além dos benefícios zootécnicos, a Nestlé Brasil, uma das principais empresas da cadeia de laticínios do País, vê o bem-estar animal como um indicador diretamente ligado à sustentabilidade das fazendas, com impacto inclusive na redução das emissões de carbono dos sistemas produtivos. Membro da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), a companhia é pioneira na implementação dessas práticas a campo e vem reforçando esse foco como parte de sua jornada rumo a uma pecuária regenerativa.
Com a entrada na COBEA, a empresa consolidou ainda mais seu compromisso com o tema. Segundo a gerente-executiva de Agricultura Sustentável da Nestlé Brasil, Barbara Sollero, o avanço depende de uma construção coletiva. “Trabalhar em prol do bem-estar animal é uma responsabilidade que transcende os interesses individuais, trazendo benefícios significativos para produtores, consumidores e toda a indústria. As boas práticas não apenas promovem a saúde dos animais, mas também impactam positivamente a qualidade dos produtos e a sustentabilidade da produção”, afirma.
Programa estimula boas práticas nas fazendas
Para estruturar esse avanço no campo, a Nestlé Brasil desenvolveu o programa Nature por NINHO, que tem entre seus pilares o incentivo à adoção de práticas de bem-estar animal. A iniciativa contempla orientações que vão desde o cuidado com o solo e a agricultura regenerativa até a gestão hídrica, a capacitação de pessoas e a garantia dos direitos humanos e do bem-estar dos animais.
Entre as ações estão melhorias nas instalações, prevenção e tratamento de doenças, uso de anestésicos e analgésicos em procedimentos veterinários, manejo nutricional adequado, uso de sêmen sexado para reduzir o nascimento de machos, além da adoção de boas práticas de manejo.

Para que essas mudanças façam parte da rotina das propriedades, a empresa vem investindo em processos de sensibilização e capacitação de consultores e fornecedores. Além disso, também apoia os produtores na adaptação e nos investimentos em infraestrutura, um dos principais desafios para a transformação da cadeia.
Outro avanço importante é o incentivo ao uso de tecnologias de monitoramento animal, especialmente nas fazendas classificadas no nível Diamante, que devem ter ao menos 60% dos animais adultos monitorados. Esse acompanhamento permite decisões mais precisas sobre manejo reprodutivo, além de favorecer a detecção precoce de doenças e situações de estresse.
Engajamento que gera resultados no campo
Para marcar os avanços do programa, a Nestlé realizou, em outubro de 2025, o Circuito Nature por NINHO 2025, em Gameleira de Goiás (GO), reunindo cerca de 400 participantes, entre produtores e fornecedores. O evento celebrou, entre outros marcos, o reconhecimento da primeira fazenda classificada no nível Diamante.
A programação contou com palestras e workshops sobre gestão da fazenda, cuidado com bezerros, melhoramento genético, nutrição animal, agricultura regenerativa, manejo do solo e sucessão familiar, reforçando a importância de criar uma cultura de cuidado dentro das propriedades.
Outro ponto destacado pela empresa é a contribuição direta das boas práticas de bem-estar animal para a redução das emissões de carbono. “A parceria com a COBEA reforça o compromisso da Nestlé com o bem-estar animal e com o clima. Estamos confiantes de que ela vai acelerar a inovação, a pesquisa e o diálogo entre os diferentes elos da cadeia, promovendo um avanço setorial consistente e sustentável”, finaliza Barbara Sollero.
Fonte: Nestlé Brasil/COBEA, adaptado pela equipe Feed&Food.
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