Com a população mundial projetada para alcançar 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: ampliar a produção de alimentos sem expandir o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir cerca de 60% mais alimentos, além de elevar o consumo de energia e água.
No Brasil, onde a área agrícola ocupa aproximadamente 7,6% do território nacional, de acordo com o IBGE, a intensificação produtiva vem se consolidando como estratégia central. A avaliação é de que o aumento de produtividade por hectare será decisivo para garantir crescimento da produção sem avanço sobre áreas de preservação.
Para especialistas do setor, o foco passa a ser a eficiência no uso do solo, combinada à adoção de práticas agronômicas sustentáveis. A intensificação produtiva envolve desde melhorias no manejo até maior uso de tecnologia e planejamento de sistemas de produção mais equilibrados.

Entre as práticas mais citadas está o manejo adequado do solo, com manutenção de cobertura vegetal ao longo do ciclo produtivo. A presença de palhada ajuda a proteger a estrutura do solo, reduzir perdas por erosão, conservar umidade e estimular a atividade biológica, fatores que impactam diretamente a produtividade das lavouras.
Outro ponto considerado estratégico é a rotação de culturas, técnica que contribui para a melhoria da fertilidade, redução de pragas e doenças e melhor aproveitamento dos nutrientes disponíveis no solo. Sistemas de sucessão, como soja e milho safrinha, são exemplos já consolidados em diversas regiões produtoras.
Além das práticas agronômicas, o avanço da produção em áreas menores também depende de investimentos em tecnologia, manejo mais preciso e uso racional de insumos. A avaliação de analistas é de que a combinação desses fatores tende a melhorar a relação custo-benefício da atividade agrícola e aumentar a resiliência dos sistemas produtivos.
Diante do cenário de crescimento populacional e pressão sobre recursos naturais, o consenso no setor é de que a produtividade e a sustentabilidade caminharão juntas nos próximos anos, tornando a eficiência do uso da terra um dos principais pilares da competitividade do agronegócio brasileiro.
Fonte: FAO, ONU e IBGE, adaptado pela equipe Feed&Food.
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