Caroline Mendes – Caroline@dc7comunica.com.br
Com o foco voltado às atividades de campo, muitos sojicultores brasileiros têm reduzido o volume de negociações no mercado spot. A avaliação é do Cepea, que aponta que a limitação nas vendas tem contribuído para sustentar os preços domésticos da oleaginosa, mesmo em um cenário de avanço na safra e pressão sazonal sobre as cotações.
De acordo com o Centro, parte dos produtores segue priorizando o manejo das lavouras e o acompanhamento do desenvolvimento das plantas, especialmente nas regiões onde as condições climáticas ainda exigem atenção. Essa postura tem resultado em menor disponibilidade de lotes no mercado físico, o que dá fôlego às cotações e reforça o movimento de valorização observado em algumas praças.
Enquanto isso, as indústrias esmagadoras mantêm interesse firme na aquisição de grãos, mas relatam dificuldade em encontrar volumes expressivos à pronta entrega. O quadro de oferta restrita, somado à boa demanda interna por farelo e óleo, sustenta a competitividade da soja no mercado nacional.

No front externo, o Cepea destaca que o cenário também é de expectativa positiva. A demanda chinesa tende a se intensificar nos próximos meses, favorecendo os prêmios de exportação e ajudando a compensar oscilações no câmbio. Além disso, as incertezas nas relações comerciais entre China e Estados Unidos podem abrir espaço adicional para o produto brasileiro.
Com isso, mesmo diante de uma safra volumosa, o comportamento mais cauteloso do produtor e a demanda consistente indicam um mercado equilibrado para o último trimestre de 2025, com preços sustentados e perspectiva de novas oportunidades nas exportações.
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