A elevação da produtividade esteve associada a maiores taxas de retorno entre produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Entre as safras 2021/22 e 2025/26, lavouras que superaram 120 sacas por hectare apresentaram retorno sobre o investimento (ROI) médio de 186,1%.
O levantamento utiliza dados submetidos a auditorias independentes, com comprovação da produtividade e dos custos de produção. Para permitir a comparação entre safras, o preço da soja foi padronizado em R$ 120 por saca. O ROI considera a renda líquida dividida pelo custo de produção.

Retorno cresce com o rendimento
Nas áreas com produtividade inferior a 60 sc/ha, o ROI médio ficou negativo em 1,4%. Entre 61 e 75 sc/ha, avançou para 59,7%; de 76 a 90 sc/ha, atingiu 93,7%; e, entre 91 e 105 sc/ha, chegou a 120,1%.
Na faixa de 106 a 120 sc/ha, o retorno médio alcançou 149,7%. Acima de 120 sc/ha, além do ROI de 186,1%, a margem líquida média chegou a R$ 9.906,88 por hectare.

O próprio CESB ressalta que maior produtividade não garante automaticamente maior rentabilidade. Os resultados analisados correspondem aos participantes do Desafio, que adotam diferentes níveis de manejo e investimento, e não representam uma amostra de toda a sojicultura brasileira.
Recorde supera 156 sacas por hectare
Na safra 2025/26, o campeão nacional alcançou 156,13 sc/ha, novo recorde do Desafio. Na área campeã, o ROI ficou em 229%, frente a 173% no talhão onde ela estava inserida. A produtividade passou de 117,7 sc/ha no talhão para 156,1 sc/ha na área auditada.

Entre todos os produtores auditados entre 2021/22 e 2025/26, a produtividade média foi de 90 sc/ha, com retorno de 105,9%. Já aqueles acima de 105 sc/ha alcançaram ROI médio de 159,2%.



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