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Produção pecuária registra forte crescimento no 2º trimestre de 2025; exportações batem recordes

Abate de bovinos, suínos e frangos avança e carne bovina torna-se carro-chefe nas vendas internacionais
Por Caroline Mendes
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Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

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O setor pecuário brasileiro encerrou o segundo trimestre de 2025 em ritmo acelerado, com resultados positivos em praticamente todas as frentes da produção animal. De acordo com a Estatística da Produção Pecuária, divulgada pelo IBGE, o abate de bovinos, suínos e frangos registrou expansão em relação ao ano passado e também frente ao trimestre anterior, consolidando a tendência de recuperação da atividade.

No caso dos bovinos, foram abatidas 10,46 milhões de cabeças entre abril e junho, resultado que se configura como o segundo melhor da série histórica, ficando atrás apenas do terceiro trimestre de 2024. O crescimento foi de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado e de 5,5% em comparação aos três primeiros meses de 2025. O peso total das carcaças chegou a 2,65 milhões de toneladas, avanço de 1,6% frente a 2024 e de 6,1% sobre o trimestre imediatamente anterior. As exportações de carne bovina in natura tiveram desempenho ainda mais expressivo: alcançaram 700,68 mil toneladas, volume 14,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com faturamento em alta de 32,9%. Um dado que chama atenção é a participação das fêmeas, que chegaram a 5,27 milhões de cabeças, representando 50,3% do total — pela primeira vez, mais da metade do abate de bovinos foi composta por vacas e novilhas.

A suinocultura também manteve trajetória positiva. No segundo trimestre foram abatidos 15,01 milhões de suínos, o maior volume já registrado para o período. O resultado representa alta de 2,6% em relação a 2024 e de 4,1% sobre o trimestre anterior. O peso total das carcaças somou 1,41 milhão de toneladas, com crescimento de 5,7% no comparativo anual. No comércio internacional, os embarques de carne suína foram favorecidos por uma demanda crescente das Filipinas, que se consolidaram como destino relevante para o produto brasileiro.

produção pecuaria
No segundo trimestre foram abatidos 15,01 milhões de suínos, o maior volume já registrado para o período.

Na avicultura, o Brasil abateu 1,64 bilhão de frangos entre abril e junho, número que também representa recorde para o período. O aumento foi de 1,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024, enquanto o peso acumulado das carcaças atingiu 3,56 milhões de toneladas, avanço de 2,7%. Apesar do bom desempenho no mercado interno, as exportações de carne de frango in natura registraram queda, tanto em volume quanto em faturamento, impactadas pelas restrições comerciais decorrentes da detecção de casos de gripe aviária no Rio Grande do Sul em maio.

Regionalmente, os estados de São Paulo, Pará e Mato Grosso do Sul apresentaram destaque na elevação das exportações de carne bovina, reforçando a posição do país como maior fornecedor global. A China manteve a liderança entre os compradores, absorvendo pouco mais da metade da carne bovina exportada pelo Brasil no trimestre.

Os dados reforçam o vigor da pecuária nacional no cenário internacional, com recordes históricos e expansão de mercados. Ao mesmo tempo, revelam os desafios de manter sanidade e qualidade da produção, aspectos cada vez mais estratégicos para sustentar o crescimento em meio à concorrência global e às exigências sanitárias que ditam o ritmo do comércio internacional de proteínas animais.

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