Estudos da Embrapa mostram que o uso da água na produção de leite é fortemente impactado pelas práticas de manejo adotadas nas fazendas e pelas condições ambientais, como aumento de temperatura, irregularidade das chuvas e maior demanda evaporativa. Esses fatores têm alterado a chamada pegada hídrica da atividade — indicador que mede a quantidade de água consumida e impactada por litro de leite produzido.
De acordo com a pesquisa, sistemas com pastagens degradadas, irrigação ineficiente ou baixo uso de tecnologias de recuperação de forragens apresentam maior intensidade de consumo de água. Além disso, o aumento da temperatura e a evaporação mais intensa da umidade do solo e das plantas elevam a necessidade de irrigação e de água para resfriamento dos animais, ampliando a pegada hídrica por unidade de produção.
Os resultados reforçam a importância de uma gestão hídrica mais estratégica na pecuária leiteira. Boas práticas de manejo — como o uso de forrageiras adaptadas, melhoria das pastagens, irrigação mais eficiente e captação de água de chuva — podem reduzir significativamente o consumo total. Também é fundamental o monitoramento das variáveis ambientais, como temperatura, umidade e evapotranspiração, para ajustar o manejo conforme o risco hídrico de cada região.
A adoção de indicadores como a pegada hídrica nos programas de sustentabilidade e certificação do setor pode fortalecer o posicionamento ambiental das fazendas e aumentar sua competitividade. O uso racional da água, além de reduzir custos de produção, é um diferencial cada vez mais exigido pelos mercados e consumidores que valorizam práticas sustentáveis e responsáveis.
Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe FeedFood.
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