Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
A produção de leite no Brasil mostrou sinais de recuperação no segundo trimestre de 2025. Segundo o IBGE, as indústrias de laticínios sob inspeção sanitária formal coletaram 5,95 bilhões de litros entre abril e junho, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Esse é o melhor resultado para o segundo trimestre desde 2022, refletindo tanto a maior disponibilidade de animais em lactação quanto uma demanda mais firme do setor.
Na comparação com o primeiro trimestre do ano, o crescimento foi de 9,8%, indicando um avanço consistente no ritmo da captação. O desempenho foi influenciado pela melhora nas condições de pastagem em várias regiões produtoras e pelo aumento na produtividade, que compensaram custos mais altos de alimentação em determinadas áreas.
Os dados do IBGE apontam ainda que os maiores incrementos ocorreram em estados tradicionalmente fortes na atividade, como Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Juntos, eles seguem respondendo pela maior parte do leite formal coletado no país, reforçando a importância dessas regiões na oferta nacional.

A recuperação da produção é considerada estratégica para o abastecimento interno, especialmente diante do crescimento da demanda por derivados lácteos. Ao mesmo tempo, representa um alívio para a indústria, que vinha enfrentando margens mais apertadas em função da queda na oferta nos últimos anos.
Com esse desempenho, o Brasil consolida uma retomada gradual do setor leiteiro, ainda desafiado por oscilações de custos e pela necessidade de investimentos em produtividade e qualidade, mas em clara trajetória de crescimento em 2025.
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