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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
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Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
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Suíno SPR$ 5,84=
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Preços do milho sobem em dezembro, mas perdem tração no início de janeiro

No mercado brasileiro, dezembro foi marcado por alta.

Os preços do milho voltaram a subir em dezembro, tanto no mercado internacional quanto no doméstico, mas perderam força no início de janeiro, quando as cotações passaram a operar de forma mais estável. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o cereal manteve a trajetória de valorização apoiado pela forte demanda internacional pelo produto norte-americano. No Brasil, o avanço dos preços foi impulsionado principalmente pela procura das usinas de etanol e pelo ritmo mais lento de comercialização por parte dos produtores.

Segundo o último relatório do Itaú BBA, em dezembro, o milho registrou a quarta alta mensal consecutiva na CBOT, com valorização de 2,2%, encerrando o mês cotado a US$ 4,40 por bushel. Em Chicago, a competitividade do milho dos Estados Unidos frente a outras origens sustentou a demanda externa. De acordo com projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os embarques norte-americanos na safra 2025/26 devem crescer 12%, alcançando 81,3 milhões de toneladas. Na primeira metade de janeiro, no entanto, os preços passaram a operar próximos à estabilidade em relação ao mês anterior.

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O comportamento das chuvas em janeiro será determinante para a consolidação do potencial produtivo do país. Foto: Reprodução.

No mercado brasileiro, dezembro também foi marcado por alta. Em Sorriso (MT), a cotação do milho avançou 3,7%, chegando a R$ 51,60 por saca. O movimento foi sustentado pela demanda das usinas de etanol, aliada a um ritmo de vendas abaixo da média histórica. Já na parcial de janeiro, os preços internos permaneceram praticamente estáveis.

No campo, o desenvolvimento da primeira safra segue positivo, beneficiado pelas chuvas registradas em dezembro. O retorno das precipitações favoreceu a recuperação de áreas em Minas Gerais, enquanto lavouras de Maranhão, Piauí, Bahia e Goiás apresentaram boa reação após períodos de estresse hídrico. No Rio Grande do Sul, a colheita já teve início com perspectivas favoráveis de produtividade.

Apesar do cenário positivo até o momento, analistas alertam que o comportamento das chuvas em janeiro será determinante para a consolidação do potencial produtivo do país. Aproximadamente 50% das lavouras de milho encontram-se em fase reprodutiva, etapa considerada crítica e altamente dependente de condições climáticas adequadas.

Fonte: Itaú BBA, adaptado pela equipe da Feed & Food.

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