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Preço dos ovos recua na 1ª quinzena de julho; poder de compra do avicultor melhora

Por Caroline Mendes
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Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

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Os preços dos ovos encerraram a primeira quinzena de julho em queda em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A retração é atribuída à menor demanda no período, marcada pelas férias escolares e pelo consumo mais contido, o que levou produtores a concederem descontos nas negociações para escoar a produção.

Apesar da redução nos preços, o setor também observa um alívio na produção em algumas regiões devido às temperaturas mais amenas, o que naturalmente diminui a postura das aves. Ainda assim, o ritmo de vendas no mercado interno segue lento, o que pressiona as cotações.

Além da dinâmica interna, os agentes do setor estão atentos às tarifas recentemente impostas pelos Estados Unidos, maior destino das exportações brasileiras de ovos in natura. De janeiro a junho, o país norte-americano respondeu por 61% do volume embarcado pelo Brasil, que cresceu expressivos 1.274% na comparação com o mesmo período de 2024. No entanto, o impacto sobre o mercado interno tende a ser limitado no curto prazo, uma vez que os embarques ainda representam menos de 1% da produção nacional.

FOTO: REPRODUÇÃO
Poder de compra do avicultor paulista registrou melhora nesta parcial de julho, revertendo a tendência de queda observada no mês anterior

Enquanto o mercado de postura enfrenta esse cenário desafiador, a avicultura de corte tem motivos para comemorar. Segundo o Cepea, o poder de compra do avicultor paulista registrou melhora nesta parcial de julho, revertendo a tendência de queda observada no mês anterior. A recuperação é explicada pela combinação de valorização do frango vivo no mercado interno e queda nos custos de produção, especialmente milho e farelo de soja, principais componentes da ração.

A alta nas cotações do frango é influenciada, em parte, pela reabertura de mercados internacionais, que haviam restringido temporariamente as importações devido à confirmação de um foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul. A normalização gradual das exportações ajuda a sustentar os preços no Brasil, ao mesmo tempo em que os custos mais baixos dos insumos ampliam a margem dos produtores.

O momento é, portanto, de contrastes dentro da avicultura: enquanto a cadeia de postura lida com preços em baixa e incertezas externas, a de corte aproveita uma janela de rentabilidade mais favorável. Ambos os segmentos, no entanto, seguem atentos às movimentações do mercado global e aos desdobramentos das medidas comerciais adotadas por países importadores.

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