O mercado de suínos encerra 2025 com leve recuo nos preços do animal vivo e sinais de acomodação na demanda após o pico de consumo das festas. De acordo com dados do Cepea, o quilo do suíno vivo registrou retração nas principais praças produtoras ao longo da segunda quinzena de novembro, refletindo um cenário de oferta ajustada e ritmo mais lento nas compras da indústria.
No lado dos custos, a suinocultura encontra algum alívio: com projeções elevadas para a safra de grãos e recuo nas cotações do milho e do farelo de soja, o custo da ração diminuiu, favorecendo a margem do produtor. Este movimento foi reforçado por boletins da Conab que apontam boa disponibilidade interna e expectativas positivas para o abastecimento no início do próximo ciclo.

Após um período de maior demanda ligado ao fim de ano, frigoríficos começam a reduzir o ritmo de abates, comportamento comum nessa etapa do calendário. A expectativa é que a virada de mês marque uma reorganização dos estoques, com o mercado observando o comportamento do consumo doméstico em janeiro mês tradicionalmente mais lento para proteínas de origem animal.
No cenário externo, os embarques seguem relevantes para o equilíbrio da cadeia. Relatório recente da ABPA mostra que as exportações foram firmes em 2025, sustentadas especialmente pela demanda de países asiáticos. A manutenção desse fluxo no fim do ano ajuda a absorver parte da produção e evita quedas mais acentuadas no mercado interno.
Para o início de janeiro, analistas indicam que o mercado deve seguir atento à recomposição da demanda interna, ao comportamento dos preços do milho e à disponibilidade de animais terminados. O cenário tende a permanecer estável, com possíveis ajustes pontuais conforme o consumo voltar ao ritmo normal após o período festivo.
Fonte: Cepea, Conab, ABPA, adaptado pela equipe Feed&Food
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