Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea e já atingem o menor patamar desde julho de 2023. O movimento é influenciado pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado internacional.
Na parcial de março de 2026, até o dia 18, o frango resfriado no atacado da Grande São Paulo foi negociado à média de R$ 6,73 por quilo, valor 5,2% inferior ao registrado em fevereiro.
Segundo pesquisadores do Cepea, o recuo nas cotações reflete principalmente o consumo interno mais lento, o que reduz o ritmo de compras e pressiona os preços no mercado atacadista.
Além disso, o cenário internacional também contribui para a cautela no setor. As incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, geram especulações que impactam o comportamento do mercado.

Apesar da queda nos preços, a carne de frango tem ampliado sua competitividade frente a outras proteínas animais, especialmente no mercado interno.
No caso da carne suína, embora também apresente desvalorização, a intensidade das quedas é menor quando comparada ao frango, o que favorece a proteína avícola na disputa por espaço no consumo.
Em relação à carne bovina, o cenário é ainda mais favorável ao frango. Enquanto os preços do boi seguem em alta, a queda do frango amplia a diferença de preços entre as proteínas.
Esse movimento reforça o posicionamento da carne de frango como uma alternativa mais acessível ao consumidor, especialmente em momentos de pressão sobre o orçamento.
O mercado segue atento à evolução da demanda interna e ao cenário internacional, fatores que devem continuar influenciando o comportamento das cotações nos próximos meses.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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