A busca por eficiência produtiva e o avanço da ciência aplicada ao campo foram os tópicos centrais do 1º Simpósio Baiano de Suinocultura, realizado nesta terça-feira (7), no Centro de Excelência em Zootecnia do SENAR, em Feira de Santana (BA). Promovido pela Associação Baiana de Suinocultura (ABS), o evento reuniu produtores, empresários, técnicos e estudantes para debater os rumos estratégicos da cadeia produtiva, com foco em genética, sanidade, nutrição e gestão.
O papel da inovação genética como principal vetor de transformação para a atividade foi a contribuição da Topigs Norsvin na programação. A multinacional de genética suína possui forte presença no mercado brasileiro e é detentora de 60% de participação no mercado baiano.
Em sua palestra “Evolução da genética suína e perspectivas para o futuro”, o coordenador de Território da Topigs Norsvin, Vitor Resende, definiu que o futuro da suinocultura nacional passa necessariamente pela consolidação de uma produção orientada por dados e rigor científico.
“O grande recado que deixamos é que eficiência é o caminho. O futuro da suinocultura precisa de ciência, tecnologia, genética, pessoas e gestão; um somatório de fatores que se resume em eficiência”, aponta o especialista.

Os pilares da nova suinocultura
Durante a apresentação no simpósio, Resende resgatou a evolução tecnológica dos planteis ao longo dos últimos anos e detalhou o impacto direto da seleção genética no desempenho das granjas. O especialista pontuou que o sucesso da atividade se sustenta na sinergia entre os quatro pilares fundamentais da produção: sanidade, nutrição, genética e manejo.
“Quando falamos sobre suinocultura brasileira precisamos reforçar o quanto a evolução genética tem agregado para a transformação nesse mercado, contribuindo para chegar ao objetivo final, que é produzir mais animais com mais eficiência”, reforça Resende, lembrando que a companhia atende atualmente a grande parcela dos principais produtores do estado.
Promovido pela ABS, o simpósio consolidou-se como um espaço permanente de troca de experiências e atualização profissional. Além da genética, o encontro debateu o controle sanitário de rebanhos, saúde intestinal e de fêmeas com foco na longevidade produtiva, gestão informatizada de dados e as perspectivas macroeconômicas para a proteína suína.



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