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Piscicultura brasileira supera 1 milhão de toneladas e amplia atenção à sanidade

Expansão da tilapicultura eleva produção nacional, mas intensificação dos sistemas aumenta desafios sanitários nas fazendas aquícolas

piscicultura brasileira

A piscicultura brasileira alcançou um marco histórico ao ultrapassar, pela primeira vez, a marca de 1 milhão de toneladas de peixes cultivados. O crescimento da atividade foi impulsionado principalmente pela tilápia, espécie que domina a produção nacional e consolida o avanço da aquicultura no agronegócio brasileiro.

Dados do Anuário da Piscicultura 2026, divulgado pela Peixe BR, indicam que o Brasil produziu 1.011.540 toneladas de peixes de cultivo em 2025. Desse total, 707.495 toneladas correspondem à tilápia, que representa cerca de 70% da produção nacional e segue como principal espécie da piscicultura brasileira.

O crescimento da atividade ocorre em um contexto de maior profissionalização e intensificação dos sistemas produtivos. Com o aumento da densidade de cultivo e da tecnificação das fazendas, questões sanitárias passaram a ganhar maior relevância dentro da cadeia produtiva.

Segundo especialistas do setor, o avanço da produção tem sido acompanhado por maior incidência de enfermidades bacterianas e virais nos sistemas de cultivo. Esse cenário exige estratégias mais estruturadas de prevenção e manejo sanitário para reduzir perdas e garantir estabilidade produtiva.

piscicultura brasileira
Piscicultura brasileira alcançou pela primeira vez, a marca de 1 milhão de toneladas de peixes cultivados. Crédito: Reprodução

De acordo com Danielle Damasceno, gerente técnica da área de aquicultura, a sanidade animal tornou-se um fator central para a sustentabilidade da atividade. “As doenças na tilapicultura afetam diretamente a produtividade e a estabilidade do negócio. Quando falamos em sanidade, estamos tratando de gestão de risco e eficiência produtiva”, afirma.

Nesse contexto, práticas como biosseguridade, manejo adequado e monitoramento sanitário ganham protagonismo na rotina das fazendas aquícolas. Essas medidas ajudam a reduzir riscos sanitários e contribuem para maior previsibilidade ao longo do ciclo produtivo.

A adoção de programas preventivos também tem sido apontada como estratégia importante para minimizar perdas e fortalecer a competitividade da piscicultura brasileira. Com a expansão da tilapicultura, produtores têm buscado ampliar o controle sanitário e melhorar a gestão das unidades de produção.

Com crescimento consistente nos últimos anos, a piscicultura brasileira segue ampliando sua participação no agronegócio nacional. Ao mesmo tempo, o setor enfrenta o desafio de manter ganhos de produtividade sem comprometer a sanidade dos sistemas de cultivo.

Fonte: Peixe BR, adaptado pela equipe Feed&Food

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