Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou, nesta segunda-feira (15), que Peru, Jordânia e Hong Kong retomaram as exportações de carne de aves brasileiras. A medida ocorre após o encerramento oficial do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.
A retomada das exportações para esses mercados representa um avanço importante para o setor avícola nacional, que vinha sendo impactado por barreiras impostas por diversos países desde a notificação do foco em maio. Segundo o MAPA, todas as ações sanitárias exigidas foram concluídas, incluindo o abate sanitário, a limpeza e desinfecção das propriedades afetadas, além da adoção de vazio sanitário, o que permitiu ao Brasil manter o status de país livre da doença perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Além das liberações de Peru, Jordânia e Hong Kong, o Kuwait também revisou sua restrição anterior e passou a limitar o embargo apenas ao município de Montenegro, flexibilizando as exportações do estado gaúcho.

Avanço na retomada das exportações
Com as atualizações mais recentes, o Brasil já contabiliza 32 mercados que mantêm comércio aberto de carne de aves, 14 que aplicam restrições estaduais (limitadas ao Rio Grande do Sul) e 5 com suspensões direcionadas apenas a municípios específicos. Ainda permanecem com suspensão total países como China, União Europeia, Canadá e Chile, embora o governo brasileiro esteja em negociação com esses parceiros para reverter o cenário.
A retomada das exportações reforça a confiança internacional na vigilância sanitária do Brasil e no compromisso do setor avícola com a biosseguridade. O MAPA segue monitorando a situação e atuando junto aos demais países para restabelecer totalmente o fluxo comercial.
Desde a confirmação do foco em Montenegro, o único em aves de produção no país, o Brasil adotou um conjunto rigoroso de medidas de contenção e vem reforçando protocolos em granjas e centros de criação. O compromisso com a sanidade animal tem sido determinante para a retomada gradual do acesso aos mercados externos.
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