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Mesa de Mercado · CEPEA
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PEIXE BR debate mercados globais do pescado na Seafood Show em São Paulo

Evento de 20 a 22 de outubro discutirá desafios comerciais da piscicultura brasileira, que superou 1 milhão de toneladas produzidas em 2025.

A inserção da piscicultura brasileira no comércio internacional e os desafios enfrentados por diferentes polos produtores estarão em debate na Seafood Show Latin America 2026, que acontece de 20 a 22 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP). No primeiro dia do evento, o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros, participará do painel “O mundo do pescado: desafios e oportunidades de polos produtivos globais”.

A discussão abordará as características da tilápia brasileira, do panga produzido no Vietnã, do bacalhau da Rússia e do mercado consumidor italiano. Entre os participantes confirmados estão representantes da Associação Vietnamita de Exportadores e Produtores de Pescado (VASEP) e da SalmonChile, entidade ligada à salmonicultura chilena.

Piscicultura brasileira ultrapassa 1 milhão de toneladas

O debate acontece em um cenário de expansão da produção nacional. Segundo o Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, elaborado pela PEIXE BR, o país produziu 1.011.540 toneladas de peixes cultivados em 2025, crescimento de 4,41% em relação ao ano anterior.

A tilápia respondeu por 707.495 toneladas, aproximadamente 70% da produção nacional, com avanço de 6,83% frente a 2024. O levantamento também contempla espécies nativas, como tambaqui e pirarucu, que integram a diversidade produtiva da atividade.

Visitantes e representantes do setor de pescado circulam pelos estandes da Seafood Show Latin America. A edição de 2026 acontece de 20 a 22 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), com debates sobre mercados internacionais, competitividade da piscicultura brasileira e oportunidades comerciais para a cadeia produtiva. Crédito: Reprodução

Competitividade e acesso a novos mercados

Para Francisco Medeiros, a ampliação da presença brasileira no mercado internacional dependerá de investimentos em genética, nutrição, manejo, sanidade, processamento e comercialização. O dirigente também aponta a expansão produtiva como parte dos objetivos do setor até 2040.

A comparação com outros polos produtores permitirá discutir diferenças entre cadeias produtivas, condições comerciais e estratégias de acesso aos consumidores. Entretanto, o crescimento da produção brasileira não garante, isoladamente, aumento das exportações.

Feira amplia espaço para negócios

Organizada pela Francal em parceria com a Seafood Brasil, a quinta edição da feira terá área de exposição 43% maior, com previsão de participação de 120 marcas nacionais e internacionais distribuídas em quatro setores.

O Seafood Buyers Program prevê reunir 140 compradores do varejo e do food service. A programação também contará com sete compradores internacionais por meio do Exporta Mais Brasil, iniciativa da ApexBrasil voltada à aproximação comercial entre empresas brasileiras e importadores.

O evento funcionará das 13h às 20h, reunindo debates técnicos, apresentações e atividades comerciais. Os resultados das negociações dependerão dos contatos e acordos efetivamente realizados durante a feira.

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