Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
Celebrado neste 15 de julho, o Dia do Pecuarista homenageia os profissionais que dedicam sua vida à criação de animais e à produção de proteína de origem animal — atividade essencial para a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico do Brasil. Mais do que produtores, os pecuaristas são gestores de sistemas complexos, que envolvem genética, nutrição, sanidade, sustentabilidade e bem-estar animal.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui um dos maiores rebanhos comerciais do mundo, com mais de 234 milhões de cabeças de bovinos, além de expressivos plantéis de suínos, aves e ovinos. Em 2023, a pecuária brasileira gerou mais de R$ 580 bilhões em valor bruto da produção, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
A força do setor também se reflete nas exportações. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, apenas no primeiro semestre de 2024, o país exportou mais de 1 milhão de toneladas de carne bovina, 2,5 milhões de toneladas de carne de frango e 500 mil toneladas de carne suína, movimentando bilhões de dólares e fortalecendo a balança comercial brasileira.

Esses números traduzem a força de uma cadeia produtiva que começa no campo e gera impacto direto em diversas indústrias — da alimentação ao couro, do leite aos biocombustíveis. Mas, por trás das estatísticas, está o trabalho diário de quem cuida da nutrição, da genética, do bem-estar e da sanidade dos rebanhos.
Desafios do pecuarista do século XXI
O pecuarista contemporâneo é, antes de tudo, um gestor. Precisa aliar conhecimento técnico à adaptação constante às demandas do mercado, como a rastreabilidade da produção, a sustentabilidade ambiental e o cumprimento de exigências sanitárias internacionais. O uso de tecnologias como softwares de gestão, monitoramento por sensores e ferramentas de inteligência artificial já faz parte da realidade de muitos produtores.
A atividade, no entanto, enfrenta desafios crescentes. Os altos custos de insumos, os impactos climáticos e as exigências regulatórias reforçam a importância do acesso à assistência técnica e à profissionalização da mão de obra. Iniciativas de capacitação, apoio cooperativista e linhas de crédito específicas são fundamentais para manter a competitividade e a permanência das famílias no campo.
Neste 15 de julho, o reconhecimento vai para quem mantém a produção mesmo diante das adversidades, garantindo alimentos na mesa dos brasileiros e presença ativa do país nas prateleiras do mundo. O Dia do Pecuarista é, acima de tudo, uma homenagem ao trabalho que alimenta o Brasil — com técnica, dedicação e compromisso com o futuro da pecuária.
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