A pecuária de corte brasileira vem apresentando ganhos consistentes de produtividade nas últimas décadas, mesmo com redução da área ocupada por pastagens. Dados do setor indicam que a produção nacional de carne bovina tem avançado com base em melhorias de manejo, nutrição e intensificação dos sistemas produtivos.
Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a área de pastagens no país diminuiu cerca de 11,3% nas últimas duas décadas. No mesmo período, a produtividade por hectare praticamente dobrou, passando de 36,2 kg para 65,8 kg de carcaça por hectare ao ano.
Esse movimento indica maior eficiência no uso da terra. Com a adoção de tecnologias e melhorias na gestão das propriedades, os produtores passaram a obter maior produção de carne sem necessidade de expansão territorial, concentrando esforços em sistemas mais intensivos e produtivos.
O avanço também aparece nos dados mais recentes da produção nacional. No quarto trimestre de 2025, foram abatidas 10,9 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O volume representa crescimento de 13,1% em relação ao mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, a produção total alcançou 2,9 milhões de toneladas de carcaças bovinas, avanço de 15% na comparação anual e aumento de 1,8% frente ao trimestre anterior.
O crescimento da produção em ritmo superior ao aumento dos abates indica ganho de eficiência dentro das propriedades. Na prática, o setor passou a gerar mais carne por hectare, resultado associado a melhorias no desempenho zootécnico, ciclos produtivos mais curtos e melhor acabamento de carcaça.
Entre os fatores que contribuem para essa evolução estão avanços no manejo nutricional, melhorias genéticas e maior uso de tecnologias de gestão nas propriedades rurais. Esses elementos permitem intensificar a produção e elevar o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.
Com isso, a pecuária brasileira vem ampliando sua capacidade de produzir carne com maior eficiência, mantendo o crescimento da produção ao mesmo tempo em que reduz a pressão por expansão de novas áreas de pastagem.
Fonte: ABIEC e IBGE, adaptado pela equipe Feed&Food
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