Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O Chile oficializou a autorização para que frigoríficos do Paraná exportem carne bovina e suína ao país. A medida foi comunicada pelo Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) chileno ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após auditoria técnica realizada em maio deste ano. O avanço se dá após o reconhecimento do estado como livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica — condição que reforça a excelência sanitária da produção paranaense.
Durante a missão, os técnicos do SAG inspecionaram unidades frigoríficas, centros de distribuição e instalações sob responsabilidade do Serviço de Inspeção Federal (SIF), além de avaliar o sistema de controle sanitário. O parecer positivo garantiu a equivalência dos procedimentos brasileiros com as exigências do mercado chileno, conhecido por seus elevados padrões sanitários.

O reconhecimento foi comemorado por autoridades brasileiras. “O reconhecimento do status sanitário do Paraná por um parceiro comercial importante como o Chile é mais um indicativo da seriedade com que conduzimos a política de defesa agropecuária”, afirmou o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart. “Isso amplia a confiança internacional no nosso sistema e abre novas portas para os produtores paranaenses”, completou.
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, também destacou a importância da conquista para o agronegócio brasileiro: É uma conquista histórica para o estado do Paraná. Após anos de negociação, agora o Paraná poderá exportar carne bovina e carne suína para o Chile, que é um importante comprador dessas duas proteínas brasileiras e está entre os principais mercados para a carne suína e para a carne bovina. Especialmente na carne suína, em que 20% da produção brasileira se concentra no estado do Paraná. É uma nova oportunidade que se abre, dentro de uma relação que tem sido cada vez melhor entre Brasil e Chile”, declarou.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reforçou o posicionamento do Brasil no cenário internacional: “Essa decisão mostra que estamos no caminho certo ao investir em sanidade animal e rastreabilidade. Com trabalho técnico e transparência, estamos rompendo barreiras e conquistando novos mercados”, afirmou.
ABPA comemora reconhecimento do Paraná como livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica
A ABPA também celebrou o reconhecimento e afirmou que o reconhecimento do Paraná deve trazer um novo impulso aos negócios do setor. Atualmente, somente Santa Catarina exportava carne suína para o mercado chileno, que mantém acordo de exportações com o Brasil por meio de pré-listing – garantindo amplo acesso do estado ao mercado.
Com a habilitação, os frigoríficos do Paraná passam a integrar a lista de estabelecimentos autorizados a exportar ao mercado chileno. A expectativa é de que a medida impulsione as exportações de proteína animal do estado, fortalecendo sua posição como um dos principais polos produtivos do país.
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