Os preços dos ovos recuaram com força em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na parcial de julho, até o dia 22. As médias registradas são as menores desde janeiro de 2026, em termos reais.
Para a comparação, os valores foram deflacionados pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de junho. Segundo os pesquisadores, o movimento reflete o desequilíbrio entre a demanda enfraquecida e a elevada disponibilidade do produto.
Férias escolares reduzem demanda
O menor volume de vendas em julho já era esperado pelo setor. Durante as férias escolares, há redução na procura por ovos destinados à merenda, o que diminui o ritmo de comercialização em diferentes regiões.

A retração do consumo, entretanto, ocorreu enquanto a oferta permaneceu elevada. Com dificuldades para escoar a produção, as granjas mantiveram estoques altos ao longo do mês, ampliando a pressão sobre os preços.
Compradores pressionam por descontos
Diante da maior disponibilidade, compradores passaram a negociar descontos mais intensos. Entre as praças monitoradas pelo Cepea, as cotações acumularam quedas de até 15% na comparação mensal.
Em relação ao mesmo período de 2025, o recuo chegou a 16%, também em termos reais. O cenário indica que a recuperação dos preços dependerá da redução dos estoques e de uma retomada mais consistente da demanda.




