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Mesa de Mercado · CEPEA
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Mulheres ampliam protagonismo na liderança do agronegócio mundial

WAWL 2026 destaca pesquisas sobre participação feminina, percepção internacional do Brasil e oportunidades para o setor.

A participação feminina na liderança do agronegócio ganhou destaque durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), realizado em São Paulo (SP), em outubro de 2026. No dia 2, o World Agribusiness Women Leadership (WAWL) reuniu debates sobre governança, inovação, sucessão e o papel das mulheres nas relações comerciais internacionais.

O encontro ocorreu no Ano Internacional da Mulher Agricultora, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa reforçou a importância de ampliar a participação feminina nas decisões que envolvem produção, sustentabilidade, gestão e desenvolvimento dos sistemas agroalimentares.

Pesquisas destacam participação feminina

Um dos estudos apresentados no WAWL analisou a percepção das mulheres sobre a imagem do Brasil. Conduzida pela consultoria OnStrategy, a pesquisa identificou avaliações femininas relativamente mais favoráveis ao agronegócio e a atributos associados à natureza e ao turismo, além de diferenças na percepção de outros setores econômicos.

Outro levantamento, voltado ao perfil da mulher no agronegócio brasileiro, comparou transformações observadas ao longo de uma década. Os resultados apresentados destacaram avanços na participação feminina na gestão rural, na formação profissional e na utilização de tecnologias.

Dados da Serasa Experian indicam que as mulheres representam aproximadamente 40% das pessoas identificadas como decisoras rurais em sua análise. A presença feminina também se amplia em atividades relacionadas à administração, comercialização e planejamento das propriedades.

Pesquisa, inovação e mercados internacionais

Na produção de proteínas animais, pesquisadoras, médicas-veterinárias, zootecnistas e profissionais de áreas como genética, nutrição e manejo contribuem para o desenvolvimento tecnológico e a aplicação do conhecimento científico no campo.

A ampliação do diálogo entre mulheres do agronegócio brasileiro e de outros países também representa uma oportunidade de apresentar a diversidade da produção nacional. A valorização das características regionais, da origem dos alimentos e das práticas sustentáveis pode contribuir para fortalecer a imagem dos produtos brasileiros.

Entretanto, uma percepção positiva não garante, isoladamente, crescimento comercial. É necessário transformar o reconhecimento em estratégias consistentes de comunicação, diferenciação e relacionamento com consumidores e compradores internacionais.

O avanço da liderança feminina exige ainda atenção das organizações à diversidade em seus cargos de gestão. Ampliar oportunidades de formação, participação e tomada de decisão é fundamental para que as transformações observadas no setor se consolidem.

Confira a matéria completa na edição 234 da revista Feed&Food.

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