O mercado de milho apresentou sustentação nos preços na última semana, impulsionado por um cenário externo instável e pela retração de vendedores no mercado spot. Dados do Cepea indicam que fatores como volatilidade do petróleo e aumento dos custos logísticos influenciaram o ritmo das negociações.
Com a menor oferta disponível, as transações envolvendo o cereal foram limitadas, refletindo em pequenas variações nos preços ao longo do período.
Indicador reage em Campinas
Em Campinas, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa voltou a se sustentar após recuo registrado na semana anterior. O movimento sinaliza uma tentativa de recuperação do mercado interno diante das incertezas externas.
A postura mais cautelosa dos vendedores contribuiu para esse cenário, reduzindo a liquidez e sustentando as cotações.

Campo avança com clima favorável
No campo, as condições climáticas favoreceram o avanço da colheita do milho de primeira safra nas principais regiões produtoras. Ao mesmo tempo, a semeadura da segunda safra também evoluiu de forma positiva.
Esse desempenho reforça a expectativa de oferta consistente nos próximos meses, o que pode influenciar o comportamento dos preços ao longo do ano.
Mercado externo pressiona cotações
No cenário internacional, os preços do milho registraram queda na última semana. Segundo o Cepea, especulações sobre um possível fim do conflito no Irã impactaram diretamente o mercado de petróleo, pressionando também as cotações do cereal.
A relação entre energia e commodities agrícolas segue sendo um fator relevante para a formação de preços no mercado global.
Logística e petróleo influenciam decisões
O aumento dos fretes no Brasil e a volatilidade do petróleo continuam sendo elementos-chave para o comportamento dos agentes de mercado. Esses fatores elevam os custos e aumentam a incerteza, levando vendedores a adotarem uma postura mais conservadora.
Com isso, o mercado segue com negociações pontuais e dependente dos desdobramentos no cenário internacional.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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