Em janeiro de 2025, os preços do suíno vivo e da carne seguiram uma trajetória de queda nas principais regiões produtoras, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. A desvalorização superou os 12% em estados como Santa Catarina e Paraná, dois dos maiores produtores de carne suína do Brasil. A redução nos preços é atribuída ao enfraquecimento das vendas, influenciado pelo aumento das despesas da população neste período.
Santa Catarina, que lidera o rebanho suíno no Brasil, registrou o preço médio do suíno vivo a R$ 7,67 por quilo em janeiro, o que representa uma queda de 12,3% em comparação com dezembro de 2024, quando o preço foi de R$ 8,75. Já no Paraná, o preço médio foi de R$ 7,59 por quilo, uma redução de 12,4% em relação aos R$ 8,67 registrados no mês anterior. A desvalorização reflete a desaceleração nas vendas, que já eram esperadas pelo setor.

Além da queda nos preços do suíno vivo, o mercado da carne também sofreu desvalorização. A carcaça especial suína, negociada no atacado da Grande São Paulo, teve uma redução de 15,4% em janeiro, com o preço médio de R$ 11,91 o quilo. A retração no mercado de carne suína acompanha a diminuição nos preços do suíno vivo, criando um ciclo de baixa nos preços em toda a cadeia produtiva.
Pesquisadores do Cepea destacam que a lenta movimentação do mercado foi esperada, principalmente devido ao aumento das despesas da população com o início do ano e as férias escolares. Esse cenário enfraquece o poder de compra dos consumidores, afetando as vendas tanto de carne suína quanto de outros produtos alimentícios.
Fonte: ACCS, adaptado pela equipe FeedFood.
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