Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O início de outubro trouxe um cenário de estabilidade para o mercado do boi gordo nas principais praças pecuárias do País, segundo o boletim Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, divulgado nesta segunda-feira (6). Em São Paulo, a arroba do boi gordo segue cotada a R$303,00, enquanto a vaca e a novilha são negociadas a R$280,00 e R$294,00, respectivamente. O “boi China” mantém ágio de R$4,00/@, alcançando R$307,00.
De acordo com a consultoria, o mercado começa o mês com menor volume de ofertas — especialmente de gado de pasto —, o que tem sustentado as cotações. Embora alguns frigoríficos ainda contem com animais de confinamento, os negócios permanecem lentos, e as escalas de abate atendem, em média, a dez dias.

No Rio de Janeiro, os preços também ficaram estáveis, com o boi gordo a R$305,00/@, a vaca a R$275,00/@ e a novilha a R$280,00/@, após uma sequência de altas na semana anterior.
Atacado reage com início do mês
O primeiro fim de semana de outubro, impulsionado pelo aumento do consumo e da reposição de estoques no varejo, favoreceu reajustes no atacado de carne com osso. A carcaça casada do boi capão subiu 2,0%, passando a R$20,50/kg, enquanto a do boi inteiro valorizou 2,6%, cotada em R$19,50/kg.
Entre as fêmeas, as carcaças também registraram alta: a da vaca foi negociada a R$18,85/kg (+1,9%), e a da novilha, a R$19,35/kg (+1,8%).
No mercado de proteínas alternativas, o frango médio teve aumento de 1,3%, chegando a R$7,65/kg, enquanto o suíno especial manteve-se estável em R$12,60/kg.
A menor oferta de gado jovem continuou dando sustentação aos preços das categorias de reposição. Em Goiás, por exemplo, o bezerro anelorado de 12 meses foi negociado, em média, a R$3.582,92/cabeça, com valorização semanal.
A Scot Consultoria destaca que o clima segue no radar dos pecuaristas, especialmente com o início das chuvas e o avanço das pastagens, fatores que podem influenciar o ritmo de oferta nas próximas semanas.
“O início do mês traz fôlego ao mercado do boi gordo. Para o produtor de leite, o cenário deve seguir pressionado até o final do ano”, resume o informativo.
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