A média parcial dos preços dos ovos comerciais em agosto de 2026 ficou acima da registrada em julho nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Divulgado em 28 de agosto, o levantamento atribui o resultado às negociações mais firmes observadas durante a primeira quinzena.
O movimento perdeu força no fim do mês, quando o menor volume de vendas voltou a pressionar as cotações. Segundo o Cepea, a desaceleração é comum nesse período e está relacionada à redução do poder de compra dos consumidores. Agentes consultados esperam um mercado calmo nos próximos dias, com possível retomada dos negócios após a virada do mês.
Referências do atacado
Em 27 de agosto, os ovos brancos foram negociados entre R$ 123,52 por caixa em Bastos (SP) e R$ 140,12 no Recife (PE). Para os vermelhos, os valores variaram de R$ 134,76 em Bastos a R$ 159,05 em Santa Maria de Jetibá (ES).
As referências correspondem a caixas com 30 dúzias, negociadas à vista no atacado. As praças utilizam condições comerciais diferentes: FOB indica produto retirado, sem frete, enquanto CIF inclui o transporte. Por isso, os valores não são diretamente comparáveis sem considerar a modalidade de entrega.

As cotações diárias também são calculadas por meio de uma média móvel de oito dias e não correspondem à média parcial de agosto.
Baixa persiste em termos reais
Apesar da recuperação mensal, os preços permanecem historicamente baixos. Em valores corrigidos pelo IGP-DI de julho de 2026, a média parcial de agosto é a menor para o mês desde 2021 no caso dos ovos brancos e desde 2020 para os vermelhos.
O boletim não informa o percentual exato de aumento da média parcial em relação a julho. A melhora mensal, portanto, ainda não representa uma recuperação consistente das cotações no atacado.



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