A Lar Cooperativa Agroindustrial prevê mobilizar aproximadamente R$ 268 milhões na expansão da piscicultura no oeste do Paraná. Desse total, R$ 118 milhões correspondem a investimentos industriais da cooperativa entre 2026 e 2030, enquanto cerca de R$ 150 milhões deverão ser aplicados pelos produtores integrados na ampliação das estruturas de criação.
O plano envolve uma nova Unidade Industrial de Peixes em Missal e a ampliação da estrutura existente em São Miguel do Iguaçu. A meta é aumentar de 40 para 170 o número de produtores integrados e ampliar a lâmina d’água de 100 para 400 hectares até 2032, quando a produção total poderá chegar a 950 toneladas mensais. A projeção também prevê 550 empregos diretos na cadeia.
Nova indústria começa a operar em 2028
A primeira etapa da unidade de Missal receberá R$ 100 milhões e terá 10,8 mil metros quadrados de área construída. A terraplanagem está prevista para setembro deste ano, com início das obras civis em março de 2027 e operação projetada para outubro de 2028.

A planta deverá começar com capacidade de abate de 35 mil peixes por dia e avançar gradualmente para 90 mil em 2031. Para 2032, a previsão é atingir 622 toneladas mensais de produto acabado. O empreendimento deve empregar inicialmente 120 pessoas e chegar a 250 postos diretos até 2030.
São Miguel também amplia capacidade
Outros R$ 18 milhões serão direcionados à unidade de São Miguel do Iguaçu. A estrutura deverá alcançar 40 mil peixes abatidos diariamente em 2027 e 50 mil em 2028, com produção de aproximadamente 330 toneladas de produto acabado por mês. A expansão prevê 165 novas contratações, 30 produtores integrados adicionais e mais 44 hectares de lâmina d’água. A entrada da Lar na piscicultura ocorreu em abril de 2025, ampliando sua atuação para além das cadeias de aves e suínos.
Para Altemir Gregolin, presidente do IFC Brasil, a ampliação precisa acompanhar outras condições da cadeia. “Não se trata apenas de aumentar o número de viveiros ou a capacidade de abate. O crescimento precisa ocorrer com eficiência, sanidade, sustentabilidade e mercado para absorver a produção. Essa coordenação será determinante para transformar o potencial anunciado em desenvolvimento duradouro”, afirma.



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