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JBS tem queda de 56% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2026

Apesar da retração no lucro, a receita líquida consolidada da empresa avançou 11% na comparação anual, alcançando US$ 21,61 bilhões.

A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 221 milhões, resultado 56% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados pela companhia nesta terça-feira e refletem, principalmente, os impactos do ciclo pecuário nos Estados Unidos, que elevou os custos da operação de carne bovina no país.

Apesar da retração no lucro, a receita líquida consolidada da empresa avançou 11% na comparação anual, alcançando US$ 21,61 bilhões.

O Ebitda ajustado da companhia somou US$ 1,13 bilhão no trimestre, queda de 25,8% em relação ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda recuou de 7,8% para 5,2%, redução de 2,6 pontos percentuais.

O lucro por ação também apresentou retração, passando de US$ 0,47 para US$ 0,21. Já o lucro operacional ajustado caiu 48%, totalizando US$ 516 milhões.

Segundo o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, o desempenho foi impactado principalmente pela operação de bovinos nos Estados Unidos.

“O trimestre foi particularmente pressionado pela operação de carne bovina nos Estados Unidos”, afirmou o executivo. De acordo com ele, a empresa adotou medidas de austeridade para reforçar a geração de caixa e preservar a eficiência operacional.

JBS
As demais divisões da companhia também registraram avanço de receita.

A operação norte-americana de carne bovina enfrentou aumento no custo do gado em meio à restrição de oferta no mercado local. Ainda assim, a receita da unidade cresceu 11,6% no trimestre, atingindo US$ 7,17 bilhões.

As demais divisões da companhia também registraram avanço de receita. A unidade Seara alcançou receita líquida de US$ 2,38 bilhões, alta de 10,6% na comparação anual, com margem Ebitda de 15,5%.

Já a operação da JBS Brasil registrou receita recorde para um primeiro trimestre, somando US$ 3,79 bilhões, crescimento de 19,5%, impulsionada pela demanda internacional aquecida.

O fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 1,47 bilhão no período, ante consumo de US$ 917,5 milhões no primeiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi impactado pela sazonalidade do período, maior necessidade de capital de giro e aumento dos investimentos.

Os desembolsos com investimentos totalizaram US$ 566 milhões no trimestre, mais que o dobro do registrado um ano antes.

O CFO global da companhia, Guilherme Cavalcanti, afirmou que o aumento no consumo de caixa também reflete mais de US$ 300 milhões adicionais em investimentos de crescimento na comparação anual.

Segundo o executivo, houve ainda impacto da postergação de pagamentos relacionados à compra de gado e suínos de dezembro para janeiro.

A alavancagem financeira da empresa encerrou março em 2,77 vezes dívida líquida sobre Ebitda, acima das 1,99 vez observadas no mesmo período do ano passado, mas ainda dentro da meta de longo prazo estabelecida pela companhia.

Ao final do trimestre, a dívida líquida totalizava US$ 17,86 bilhões.

Fonte: AE, adaptado pela equipe da Feed & Food

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