Em uma cerimônia realizada nesta quarta-feira (5), os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) voltado para integrar a agricultura irrigada com a segurança energética, em alinhamento com a Política Nacional de Irrigação. O acordo visa superar desafios como a falta de infraestrutura energética e a baixa adoção de tecnologias modernas no setor agrícola, com foco no Plano ABC+ (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), que busca adaptar a produção agropecuária às mudanças climáticas.
O ACT também tem como objetivo promover a inclusão socioeconômica, aumentar a produtividade no campo e gerar mais empregos. O ministro Fávaro destacou a importância da iniciativa, afirmando que o governo tem uma estratégia clara para expandir a agricultura irrigada de maneira sustentável, contribuindo para a segurança alimentar e energética no país. Ele reforçou que o projeto beneficiará toda a população brasileira, proporcionando oportunidades de crescimento e desenvolvimento para os agricultores.

Durante o evento, foi lançada a “Aliança pelo Desenvolvimento Energético dos Polos e Projetos de Irrigação”, uma parceria entre os Ministérios da Agricultura, da Integração e do Desenvolvimento Regional e de Minas e Energia. O ministro Silveira ressaltou a importância da aliança para fortalecer a infraestrutura energética nas áreas de irrigação, permitindo um uso mais eficiente dos recursos hídricos e solares, o que resultará em maior produtividade agrícola.
Atualmente, o Brasil utiliza apenas 8,5 milhões de hectares para irrigação, embora haja potencial para expandir para 54 milhões de hectares, conforme estimativas da Esalq/USP e do MIDR. A expansão da agricultura irrigada não só aumentará a produtividade, permitindo até três safras anuais em algumas áreas, mas também terá benefícios econômicos significativos, como a criação de até 1,2 emprego por hectare irrigado, além de contribuir para a estabilização e redução dos preços dos alimentos no mercado interno.
Fonte: MAPA, adaptado pela equipe FeedFood.
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