A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmou, em agosto, cinco novos focos de raiva em herbívoros no Estado. Quatro casos foram registrados em propriedades rurais de Carmo do Rio Verde, na região Centro-Norte, e um em Silvânia, no sudeste goiano. Todos os animais infectados morreram.
Segundo a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, os casos foram notificados por produtores que perceberam sintomas neurológicos nos bovinos. Amostras coletadas foram analisadas no Laboratório de Diagnóstico Veterinário da Agência (LabVet), que confirmou a presença do vírus. “É uma doença letal e sem tratamento. Os animais apresentam sintomatologia neurológica e evoluem para óbito. Nesse momento, fazemos a coleta de amostras para confirmação laboratorial”, destacou.
Diante da confirmação, a Agrodefesa intensificou o trabalho de vigilância epidemiológica em um raio de até 12 quilômetros dos focos, incluindo vacinação assistida nos rebanhos, ações de educação sanitária e o controle de morcegos hematófagos (Desmodus rotundus), principais transmissores do vírus. “Nosso trabalho é identificar os abrigos desses morcegos e diminuir a exposição dos rebanhos para evitar novos ciclos de transmissão”, reforçou Denise.

Atualmente, cinco equipes da Agência atuam na região, orientando mais de 250 propriedades do entorno sobre a importância da vacinação. Além disso, são realizadas palestras e reuniões com produtores e autoridades locais, a fim de ampliar a conscientização sobre os riscos da raiva e as formas de prevenção.
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressaltou a urgência das medidas: “Diante de um caso positivo, a ação precisa ser imediata para conter a disseminação da doença e proteger tanto a pecuária quanto a saúde pública”.
Sintomas e prevenção
A raiva dos herbívoros é uma zoonose causada por vírus e transmitida, na maioria das vezes, pela mordida de morcegos hematófagos infectados. Entre os principais sinais clínicos nos bovinos estão alterações de comportamento, dificuldade de locomoção, incoordenação motora, paralisia, salivação excessiva, pedalagem e apatia, culminando geralmente em morte em poucos dias.
Embora a vacinação contra a raiva de herbívoros não seja mais obrigatória em Goiás, a Agrodefesa reforça que a imunização preventiva continua sendo a forma mais eficaz de proteger os rebanhos. “A vacina está disponível e é extremamente eficiente. O produtor pode e deve vacinar seus animais, especialmente em áreas com presença de morcegos”, alertou Denise Toledo.
Desafios e comunicação
Para a gerente, o maior desafio no enfrentamento da doença está na comunicação entre produtores e o serviço oficial. “Precisamos da colaboração do produtor para identificar rapidamente regiões com mortalidade de animais apresentando sinais neurológicos ou com presença de morcegos hematófagos. Quanto mais cedo recebemos a notificação, mais rápido conseguimos conter a doença”, explicou.
As notificações podem ser feitas no sistema e-Sisbravet, disponível no site da Agrodefesa, nas unidades locais da Agência ou pelo telefone 0800 646 1122. Na zona urbana, a recomendação é acionar as Secretarias Municipais de Saúde sempre que houver suspeita de casos em animais domésticos ou identificação de morcegos em comportamento atípico.
Com as ações reforçadas em Carmo do Rio Verde e Silvânia, o objetivo da Agrodefesa é conter a disseminação da raiva, reduzir perdas econômicas e garantir a segurança sanitária da pecuária goiana
FONTE: Agrodefesa, adaptado por equipe Feed&Food
Custos altos marcam confinamento no 1º semestre, mas projeções melhoram
Embrapa desenvolve indutor de ovulação que eleva em 9% taxa de prenhez em vacas
Leite fortalece o agro e movimenta bilhões na economia brasileira




