O rebanho da raça Sindi mantido pela Embrapa Semiárido, em Petrolina, Pernambuco, recebeu o registro de Pureza de Origem (PO) da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). A certificação encerra um processo de quase dois anos e reconhece oficialmente a pureza genética dos 91 animais da unidade. O registro permite que a Embrapa amplie a oferta de material genético certificado para pecuaristas da região.
O reconhecimento é resultado de uma articulação entre a Embrapa, a Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi) e a ABCZ. O objetivo é disponibilizar ao mercado sêmen, embriões e exemplares vivos com documentação genética. Parte do rebanho já havia sido registrada em 2015, e o restante passou por processos distintos de certificação, como o rito normal e o resgate por análise de DNA.
A certificação exige a comprovação da filiação dos animais e a verificação de características compatíveis com a raça. O processo inclui registros formais de cobertura e nascimento, exames laboratoriais e inspeção técnica. No caso dos animais sem filiação documentada, a Embrapa utilizou cruzamentos genéticos para reconstruir as linhagens e atender aos critérios da ABCZ.
A raça Sindi é originária do Paquistão e se caracteriza pela capacidade de sobreviver em regiões com pouca oferta de água e alimento. Segundo a Embrapa, o gado apresenta bom desempenho produtivo em áreas com clima quente e seco, convertendo alimentos de baixo valor nutricional em carne e leite.

A certificação fortalece as ações da Embrapa em conservação genética. O rebanho atual descende de animais importados do Paquistão em 1952, transferidos para a unidade de Petrolina em 1996, onde são mantidos sem cruzamentos externos. O objetivo é preservar a identidade racial da linhagem.
O material genético dos animais também é armazenado no banco de germoplasma da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF). A medida visa garantir o acesso futuro a raças adaptadas às condições do Semiárido e às mudanças climáticas.
Além da conservação, os animais do núcleo são utilizados em pesquisas nas áreas de nutrição, sanidade e produção forrageira. Também estão em andamento estudos de cruzamento com outras raças para melhoria da produtividade em sistemas de pecuária regional.
Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe FeedFood
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